quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cataguases: Desacordo entre vereadores que compõe a CEI do Cinema pode comprometer relatório final

Um entrevero entre os vereadores que compõem a Comissão Especial de Inquérito (CEI), da Câmara Municipal de Cataguases, que investiga a venda de imóveis para compra do Cinema, Cine Teatro Edgard, na gestão de Willian Lobo de Almeida, pode comprometer o relatório final da mesma.

Ocorre que a comissão, formada pelos vereadores Luiz Carlos da Silva Sodré, o Russo (Presidente), Geraldo Majella Mazzini (Relator) e Serafim Couto Spíndola (Membro), se reuniu na tarde desta quarta-feira (28), para tratar do relatório final, porém, o vereador Serafim Spíndola, solicitou por escrito que como membro da comissão, fosse passado cópia de todos os documentos para que após estudar, pudesse concordar ou não com o relatório, o que não foi aceito por Majella e Russo, causando o mal-estar. Serafim então, chamou duas testemunhas e tentou entregar o pedido por escrito mas também não foi acolhido.

Nossa reportagem, estava na Câmara, no momento da confusão e ouvimos os dois lados da história:

O vereador Geraldo Majella Mazini, disse a nossa reportagem que a intenção era ler primeiro o relatório e que depois, o vereador poderia ou não concordar. Que antes mesmo de iniciar a reunião, o vereador Serafim, pediu as cópias dos documentos, que segundo ele, foram passados no decorrer das investigações com total acesso do vereador sobre os mesmos, mas que naquele momento, teria de passar primeiro para a presidência e que depois o vereador poderia solicitá-los. 

Majella disse que apenas o relatório que ele iria ler, o vereador não conhecia e que não aceitou o pedido por escrito do vereador, porque o pedido não foi feito com nenhum embasamento legal, que se o vereador mostrasse a base legal para ter uma cópia dos documentos antes da presidência, que seria cumprido. "Ele pode dar um parecer, fazer um relatório dele, dizendo que discorda do relator no ponto tal, porque eu vou ler aqui e ele vai anotando ali, depois ele pega com o presidente a cópia, porque ai já é de posse da Câmara e ele faz o que ele quiser. Ele nem ouviu o relatório para dizer onde ele é contra. Como que você é contra a uma coisa que você nem ouviu ainda?" completou.

Já o vereador Serafim Couto Spíndola, argumentou para nossa reportagem, que ele entende que como membro da comissão, tem que ter acesso a todos os documentos da comissão quando desejar, e que para ter condições de opinar sobre o relatório final, se concorda ou não, precisaria de ler toda documentação primeiro, pois segundo ele, muitos papeis foram entregues sem ter chegado ao seu conhecimento. "Eu fiz um pedido por escrito, solicitando todos os documentos e hoje, muito me espantou, quando fiz o pedido de um documento que é público, porque a CEI é pública e todos tem acesso, principalmente eu, como membro, e me foi negado. Sequer receberam meu pedido para eu ter uma resposta oficial. Eu tenho de analisar toda a documentação, para saber se o relatório está fiel ao que foi entregue. Como que eu vou ouvir um relatório sem conhecer os documentos?", disse o vereador que ficou muito transtornado, porque os outros membros da comissão não aceitaram sequer, receber seu pedido por escrito.

Segundo apuramos, a intenção do relator, Geraldo Majella, é que o relatório final seja lido para todos na sessão ordinária da Câmara do dia 10 de fevereiro.

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