domingo, 8 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: 20 Mulheres que fizeram a história do Brasil

No Dia Internacional da Mulher, o Site Mídia Mineira, relembra 20 mulheres que fizeram a história do Brasil. 

A data não foi criada apenas para que se possa comprar rosas e sair distribuindo por aí, mas também para lembrar da realidade de muitas mulheres que apenas por ter nascido mulher, são vítimas diariamente de maus tratos, tidas como inferiores e necessitam lutar diariamente para igualdade de direitos.

Lógico que são muitas outras, inclusive as anônimas que lutam diariamente e sustentam suas famílias, mas, queremos, ao destacar estas 20 mulheres, lembrar que a força está no ser humano, na vontade e na perseverança e não em um gênero sexual e mostrar que desde o início da história do Brasil, a mulher sempre se destacou, independente das condições políticas e culturais.

Joana Angélica era filha de José Tavares de Almeida e D. Catarina Maria da Silva, tendo nascido em Salvador. Aos 20 anos, em 21 de abril de 1782, entra para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na capital baiana. Ali foi escrivã, mestra de noviças, conselheira, vigária e, finalmente, abadessa. Enfrentou os soldados portugueses durante a independência do Brasil.

Bárbara Heliodora, Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, nasceu, em São João Del Rei, Minas Gerais, em 1759. Primeira poeta brasileira, culta e revolucionária, Bárbara foi uma mulher que, em toda sua vida, agiu com coragem e fibra, Aos 20 anos se apaixonou pelo poeta e inconfidente Alvarenga Peixoto. Da paixão, nasceu Maria Ifigênia. Ficou conhecida como a "mulher do novo mundo" que lutou contra a injustiça.

Marquesa de SantosDomitila de Castro Canto e Melo, primeira e única viscondessa com grandeza e marquesa de Santos, (São Paulo, 27 de dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de novembro de 1867) foi uma nobre brasileira, célebre amante de Dom Pedro I, imperador do Brasil, que lhe conferiu o título nobiliárquico de marquesa em 12 de outubro de 1826. Consta nos livros de história do Brasil a descrição: "Pedro I ficou perdidamente apaixonado pelos seus encantos, pois era uma linda luso-brasileira 'sensual de seios fartos e quadris volumosos, chamada carinhosamente pelo imperador do Brasil de 'Titila, a bela…'". Em sua velhice, a Marquesa de Santos tornou-se uma senhora devota e caridosa, procurando socorrer os desamparados, protegendo os miseráveis e famintos, cuidando de doentes e de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no centro da cidade de São Paulo. A casa da Marquesa tornou-se o centro da sociedade paulistana, animada com bailes de máscaras e saraus literários

Maria Quitéria, militar: Maria Quitéria de Jesus (1792-1853) foi uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência. Considerada a Joana D'Arc brasileira, é a patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Vestiu-se de homem para alistar-se no exército. Morreu aos 61 anos no anonimato nos arredores de Salvador.

Princesa Isabel, Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 — Eu, França, 14 de novembro de 1921), popularmente conhecida como princesa Isabel, foi a última princesa imperial e regente do Império do Brasil por três ocasiões, na qualidade de herdeira de seu pai, o imperador Dom Pedro II, e da imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon. Foi a terceira chefe de Estado e chefe de governo brasileira após sua avó Leopoldina e sua trisavó Maria I. Foi cognominada a Redentora por ter, através da Lei Áurea, abolido a escravidão no Brasil.

Anita Garibaldi, revolucionária: Ana Maria de Jesus Ribeiro (1821-1849), foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da sua época.

Chiquinha Gonzaga, conhecida como "a maestrina do Brasil", Francisca Edwiges Neves Gonzaga foi a primeira compositora da música popular brasileira, autora de duas mil composições e abolicionista. Nasceu no dia 17 de outubro de 1847, na cidade do Rio de Janeiro. Chiquinha é a autora da primeira marcha carnavalesca do país, "Ô Abre-Alas", composta em 1899. Faleceu em seu apartamento, no dia 28 de fevereiro de 1935, antevéspera de Carnaval.

Bertha LutzBertha Maria Julia Lutz (São Paulo, 2 de agosto de 1894 — Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1976) foi uma bióloga brasileira especializada em anfíbios, pesquisadora do Museu Nacional. Foi uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século xx (vinte). Na França, adquiriu grande consciência feminista. No Brasil, ela buscou a igualdade de direitos jurídicos entre os sexos e tornou-se a segunda mulher a ingressar no serviço público, tornando-se secretária do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Fundou a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher e a Federação Brasileira para o Progresso Feminino, representou o Brasil na Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos Estados Unidos. Também fora eleita suplente para deputado federal em 1934, sendo que em 1936 assumiu o mandato. Aspirava por mudanças na legislação trabalhista com relação ao trabalho feminino e infantil, e até mesmo a igualdade salarial.


Cora Coralina, poetisa: Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889—1985) era uma mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Carmen Miranda, cantora e atriz: Maria do Carmo Miranda da Cunha(1909-1955) foi uma cantora e atriz luso-brasileira e precursora do tropicalismo. Carmem foi a maior celebridade em sua época, algo como Britney hoje. Encontraram na morta no quarto de sua casa em Beverly Hills após colapso cardíaco fulminante por causa da sua dependência de barbitúricos.

Patrícia Galvão, Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, nasceu em São João da Boa Vista (1910 – 1962) foi uma escritora e jornalista brasileira. Militante comunista teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Com 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital (São Paulo, 1928) e já está integrada ao movimento antropofágico, de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos Pagu é presa pela polícia política de Getúlio Vargas. Em 1935 é presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa, e é repatriada para o Brasil. Ao sair da prisão, em 1940, rompe com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista. Integra a redação de A Vanguarda Socialista junto com seu marido Geraldo Ferraz.

Rachel de Queiroz, (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003), professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga, nasceu em Fortaleza, CE, em 17 de novembro de 1910. Foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Eleita para a Cadeira número 5 em 4 de agosto de 1977, em suas obras relatou os problemas do Nordeste, como a seca. Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista. Exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964, apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime.

Irmã Dulce, religiosa: Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (1914—1992), melhor conhecida como o Anjo bom da Bahia, foi uma religiosa católica brasileira que notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados.

Maria Esther Bueno, (São Paulo, 11 de outubro de 1939), Grande tenista brasileira, a paulista torna-se a primeira mulher a vencer os quatros torneios do Grand Slam (Australian Open, Wimbledon, Roland Garros e US Open). Seu nome está no Livro dos Recordes: A final do US Open de 1964, contra a americana Carole Caldwell Graebner, Maria Esther venceu a partida em apenas 19 minutos. Conquistou, no total, 589 títulos em sua carreira. 

Leila Diniz, atriz: Leila Roque Diniz (1945—1972), conhecida como a "Mulher de Ipanema", defensora do amor livre e do prazer sexual é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina , que rompeu conceitos e tabus por meio de suas idéias e atitudes. Morreu num acidente aéreo aos 27 anos, no auge da fama, quando voltava de uma viagem feita para a Austrália. Sua amiga, a atriz Marieta Severo e o compositor e cantor Chico Buarque de Hollanda criaram a filha de Leila.

Eliana CalmonEliana Calmon Alves (Salvador, 5 de novembro de 1944) é uma jurista brasileira. Trata-se da primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual ocupou o cargo de ministra no período de 1999 a 2013. Também foi corregedora-geral de Justiça e diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados ministro Sálvio de Figueiredo (Enfam). Como corregedora, a atuação da magistrada foi marcada por denúncias da atuação de magistrados no país. Afirmou haver “bandidos de toga” na magistratura e que haveria uma infiltração de criminosos no Judiciário, que se escondiam atrás de suas posições. É uma mulher admirada por ter feito algo extremamente valente, ousou agir contra a injustiça e corrupção diretamente contra os representantes da própria justiça.

Maria LenkMaria Emma Hulga Lenk Zigler (São Paulo, 15 de janeiro de 1915 - Rio de Janeiro, 16 de abril de 2007) foi a principal nadadora brasileira, tendo sido a única mulher do país a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, Flórida. Também foi a primeira brasileira a estabelecer um record mundial nas piscinas olímpicas. Maria Lenk faleceu aos 92 anos de idade, por parada cardiorrespiratória, após exercitar-se na piscina do Clube de Regatas Flamengo.

Zilda ArnsZilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira. Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança1 e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Zilda ganhou diversos prêmios e menções internacionais devido ao belíssimo trabalho desenvolvido em sua vida. Zilda Arns morreu em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 15 religiosos de Cuba, o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe.

Maria da PenhaMaria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza, Ceará, 1945) é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 70 anos e três filhas, é líder de movimentos de defesa dos direitos da mulher, vítima emblemática de violência doméstica. Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha, que aumenta o rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar. Na prática a lei precisa e muito evoluir, mas foi sem dúvida um passo importantíssimo.

Dilma RousseffDilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.

*Com informações de: Wikipedia, Metamorfose Digital,
Barão em Foco, Colegioecologia, Ensopados da História


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