quarta-feira, 29 de abril de 2015

ÀUDIO: Vereador Maurício Rufino perde a paciência e discute com Titoneli

A sessão da Câmara na noite desta terça-feira (28), foi marcada pela longa duração, mais de 4 horas, devido a entrega de moções de aplauso e congratulações que acontece sempre no início da última reunião de cada mês, além de discussões que extrapolaram o mérito do único projeto da pauta, de nº 2/2015 do vereador João Manoelino Bolina (Joãozinho de Vista Alegre) que pretende proibir a confecção de projetos autorizativos, aqueles que autorizam o prefeito a fazer algo, por parte do Legislativo.

Após o vereador Walmir Linhares, pedir vistas ao projeto, por uma sessão, o que foi aceito, parecia que tudo transcorreria dentro da normalidade, porém, o fato do vereador Serafim Spíndola, dizer que iria fazer um substitutivo para proibir  o Executivo também de enviar projetos autorizativos, parece que foi suficiente para tirar o vereador Maurício Rufino do sério, iniciando uma discussão que tomou proporção acima do esperado.

Para evitar a possibilidade de beneficiar uma das partes em detrimento da outra, preferimos transcrever a discussão conforme abaixo:

Maurício Rufino: "Eu só aceito fazer aqui o debate se ele for técnico, se começar politicagem em cima do assunto, eu acho melhor dar vistas mesmo ou então a gente termina a sessão e vai embora do que o povo ficar pagando a gente pra fazer palhaçada. Projeto autorizativo do prefeito pra Câmara referendar algum assunto quando ele carece disto por força constitucional ou por força de Lei nacional, se não tem que existir, eu gostaria que o senhor como advogado me demonstrasse, que ai eu aceito, tecnicamente. Politicamente, eu vou levantar, vou embora e vou pedir pra todo mundo desarmar o circo." Serafim Spindola: "Por falar em circo, vereador, como advogado eu estou sentindo falta de nariz de palhaço". Maurício Rufino: "Quem está sentindo sou eu e o povo cataguasense que tá sendo feito de bobo esse tempo todo". Serafim Spindola: "Não, não, todos nós estamos sentindo" Maurício Rufino: "Porque se amanhã, for aventado por ai que nós [...] estamos defendendo o prefeito porque ele pode fazer lei autorizativa e o vereador não, eu quero que explique tecnicamente. Ah O prefeito não pode fazer lei autorizativa não e ai eu quero ver como que vai fazer quando tiver aqui um ad-referendo, como é que vamos fazer com Lei orçamentária, [...] quando a Constituição Federal falar assim: "Com autorização da Casa Legislativa..."

Então, se referindo ao vereador Titoneli, Maurício disse: "eu gostaria que fosse feito francamente, não precisa falar no ouvido do coleguinha não pode falar na hora que eu terminar o aparte" José Augusto Titoneli: "Eu não te pedi o aparte" Maurício Rufino: "Se tiver alguma coisa, não cochicha no ouvidinho do coleguinha não, fala francamente, nós somos homens, não precisa disso não. então, amanhã, não vira pra falar e distorcer os fatos,  eu estou querendo aqui apoiar o projeto de vossas excelências, porque eu acho, desde o começo do mandato, que lei autorizativa é enganar o povo, ponto, e vou defender isso até o final do mandato, lei autorizativa feita por vereador [...] essa eu quero acabar, agora, a que o prefeito faz, é necessária tecnicamente, sem o aval da Câmara, o prefeito não faz um monte de coisas e não é o Cesinha não, é o Cesinha, é William, Dr. Tarcísio, a Maria Lúcia e outros que virão. Então eu queria chamar a atenção pra isso, na hora de votar e na hora de falar porcaria em programa de rádio, cuidado! Se for pra falar, fala tecnicamente, não vai fazer joguete político com mentira como tá sendo feito, porque isso está desgastando o nosso trabalho, tá desgastando o trabalho do prefeito, qualquer um que puder vir e principalmente, está desgastando a população cataguasense, que só perde com essas picuinhas que estão sendo alimentadas, se não ficou claro, eu vou dar atestado de burrice pra quem não entendeu, tá dado já, obrigado presidente"  

Posteriormente, após outras discussões, o vereador José Augusto Guerreiro Titoneli, também falou: "Quando estamos aqui, também fazemos muito bem, e não fazemos ou achincalhamos a Câmara como vemos aqui se excitar, até por falar, conversar, aqui paralelamente com o vizinho vereador. Nós no passado, nunca botamos nariz de palhaço, falamos cobras e lagartos da Casa e depois chegamos aqui para defender outras coisas que não os legítimos interesses, se não, pode até "entre aspas" não ser legais, mas são morais e são justos. E o vereador Maurício Rufino, até falou do Luiz Fux, eu até ia falar do parecer dele, ao meu projeto de lei autorizativo sim, quando ele fala aqui textualmente nas passagens que ele é legal e complementa a constituição federal. eu vou conversar com o Serafim e com todos os vereadores, enquanto o presidente permitir ou não falar que eu possa fazer isso, porque eu entendo que as conversas paralelas ou não levam ao entendimento, muito pior, do que quando sua Excelência quer ou pretende puxar a orelha de iguais ou de pessoas que estão, parece ou nós concebemos assim, no mesmo nível. Sua Excelência tem inteligência mas faltou muito com a educação, que na sua casa tem berço e porque eu conheço os seus pais, conheci seus avós, convivo ainda com eles. acho que está faltando muito berço a ser aprendido ainda por Sua Excelência e tecnicamente, nós estamos defendendo interesses, nesse caso em que Sua Excelência deu parecer favorável ao piso dos professores. [...] Se não servisse pra nada e Sua Excelência concordou que servia, pra alertar o Executivo ou quem quer que seja, que no futuro venha a elaborar um plano de governo, que esse plano de governo é moral, passa a ser compromisso e não falácias de palanque e não nariz de palhaço para vir aqui em frente a Câmara, no passado, falar cobras e lagartos da gente, repito. Contra salários de vereador, contra um monte de coisas que os vereadores faziam aqui e eu não vejo ninguém devolver salário de vereador, que eu tenho conhecimento. Todos que falaram contra a Câmara ou muitos deles, foram candidatos depois."  

Terminado a fala de Titoneli e os apartes, Maurício Rufino pediu novamente a palavra: "Eu pensei que o vereador José Augusto, tivesse acostumado com termos inflamados, exaltados, porque aqui é Casa de debate, é lugar de falar, de se expressar, e ao lado dele se assenta um vereador que é um bom exemplo disso, vira e mexe, se exalta pra falar, ai eu me exalto um pouquinho pra falar dele, é falta de educação. Lava a sua boca, lava a sua boca pra falar de pai mãe e avô de alguém, porque você não tem moral pra isso não, bacana. Se eu botei nariz de palhaço para defender ideais, são os mesmos que eu estou defendendo aqui e eu tenho muito orgulho da criação que meu pai e minha mãe me deram, de eu não ser um sujeito hipócrita, como Vossa Excelência, hipócrita! porque eu não tenho processo porque eu fui para Portugal com dinheiro público, porque eu não tenho suspeita do financiamento... Olha pra mim! Olha pra mim se você for homem, se você tiver hombridade, não cochicha com o coleguinha não vereador, olha para o outro homem que tá falando com você. Eu não tenho suspeita sobre o financiamento do meu mestrado e do meu doutorado, eu não tenho processo pra devolver dinheiro público e se o senhor acha que eu cometi algum delito, algum ato improbo, fala agora, joga, eu não ligo, porque o senhor é protegido pela Constituição, pela carta maior, por suas palavras e votos, pode falar. Eu posso falar de qualquer um com tranquilidade, eu não tenho problema nenhum e nunca vou ter, na política não, no lado social eu posso ter as minhas desvirtudes e vou trabalhar profundamente por elas, agora, eu posso colocar o meu nariz de palhaço quando eu quiser e na próxima sessão, com certeza eu vou colocar toda vez que eu for me direcionar ao senhor, pode esperar por isso, lava a sua boca pra falar de meu pai, de minha mãe e de meus avós, o senhor não recebe dinheiro do povo pra isso e nem pra enganar ninguém não. É por atitudes como a do senhor, de hipocrisia, de profunda hipocrisia e ironia que não tem mais jovens, mais gente boa, gente honesta aqui nessa política, porque a convivência com o senhor é insuportável, contamina o ambiente e os outros colegas de trabalho que são mais simples ou que de repente, por um motivo ou outro não querem se expressar diante disso porque eu tenho certeza que eu tô fazendo a voz de muita gente."

Por fim, o vereador Serafim Spíndola, não concordou com o debate e disse que por muito menos, o vereador Maurício Rufino pediu Moção de repúdio contra a sua pessoa e que ele havia assistido ofensas pessoais, por parte do vereador Maurício Rufino. "Achei péssimo o vereador mandar o outro lavar a boca pra falar da família, o outro falar outra coisa, achei a situação aqui deprimente, ninguém precisava disso, por muito menos o vereador Maurício Rufino fez representação contra mim, falou que ia propor, que ia fazer... [...] Eu acho que o debate de idéias é salutar mas a ofensa, chega a agredir." disse Serafim.

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