sábado, 9 de maio de 2015

Penitenciária de Muriaé vai doar peixes criados pelos detentos

Está marcada para segunda quinzena deste mês a primeira despesca dos criatórios da Penitenciária Manoel Martins Lisboa Junior (PDMMLJ), em Muriaé, na Zona da Mata. Os peixes serão preparados no refeitório do presídio para as refeições servidas a detentos e funcionários e o excedente será doado a instituições sem fins lucrativos da cidade.

O objetivo inicial do projeto foi dar qualificação
profissional e ocupação aos presos
A alimentação e o manejo de peixes das espécies tilápia e carpa são feitos por dez detentos da PDMMLJ. Eles foram treinados e têm acompanhamento de engenheiros agrônomos voluntários.

O objetivo inicial do projeto foi dar qualificação profissional e ocupação aos presos, que assim ganham um dia de remissão de pena a cada três dias trabalhados, como prevê a Lei de Execução Penal.

“Nós buscamos incessantemente a ressocialização dos detentos. Existem muitos criatórios de peixes em Muriaé. Os conhecimentos adquiridos na penitenciária podem auxiliar esses detentos na conquista de uma vaga no mercado de trabalho quando ganharem a liberdade”, afirma o diretor de segurança da unidade, Antonio Almeida. 

O município é banhado pelo Rio Muriaé, que nasce no estado de Minas Gerais e deságua no Rio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro. Muitos moradores sustentam suas famílias com a pesca nas águas do Muriaé. A piscicultura surgiu como uma alternativa vantajosa pela maior produtividade e também pelo aspecto ambiental, uma vez que poupa o estoque de peixes do rio. 

Essa não é a primeira experiência de produção de alimentos na Penitenciária de Muriaé. Os detentos cultivam verduras e legumes para consumo interno e para doações esporádicas a instituições da região.

Pioneirismo em Ribeirão das Neves

Minas Gerais foi o primeiro estado a produzir peixes dentro de uma unidade prisional. A iniciativa começou no segundo semestre de 2011, no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves

O trabalho beneficia não só os presos, mas também a comunidade, já que os peixes criados no açude do presídio são doados para famílias de detentos, escolas, creches e asilos. 

Na Dutra Ladeira, o treinamento em piscicultura, que já beneficiou 32 detentos, é dado por uma equipe da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto recebe verbas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e do Ministério da Pesca. 

Fonte: Agência Minas

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