domingo, 16 de agosto de 2015

Costureira condenada de São João Nepomuceno dá nova cara a bolsas produzidas em penitenciária de Juiz de Fora

Costureira de vestidos de festa em São João Nepomuceno, Maria Regina de Farias, de 56 anos de idade, teve que interromper o ofício em 2013, quando foi presa por tráfico de drogas. Depois de algum tempo na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, ela agarrou a oportunidade de trabalhar com um produto bem diferente, mas que podia ser aperfeiçoado pelas mãos de uma boa costureira. Hoje, Maria Regina lidera uma equipe, que inclui a própria filha, Márcia Terezinha, de 27 anos, que produz dezenas de bolsas por dia, além de saquinhos de lixo e aventais.

Os produtos são feitos com sobras de plástico, camurça e madeira doadas por duas indústrias de persianas da Região da Zona da Mata. A coleta é feita pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Juiz de Fora (Demlurb) que repassa os materiais para a penitenciária.

O diretor-geral da penitenciária, Jefferson
Soares de Macedo, vistoria galpão de produção.
Foto: Osvaldo Afonso / Imprensa MG
Ao chegar na oficina de trabalho, Maria Regina teve a ideia de mudar o mecanismo de fechamento das bolsas e de forrá-las. “Essa modificação valorizou o produto. Conseguimos também formas de agilizar a confecção das peças, aumentando assim a produção”, diz a detenta, que já ensinou o trabalho para várias presas que passaram pela oficina.

Mensalmente, são produzidas cerca de 1,4 mil bolsas e 10 mil saquinhos de lixo para carro, além de centenas de aventais. As peças são doadas para instituições beneficentes, entre elas uma de atendimento a pessoas com câncer, que na manutenção de suas atividades usa o dinheiro arrecadado com as vendas.

O trabalho de detentos na penitenciária não se resume apenas à pequena fábrica de bolsas. Há linhas de produção de cuecas e meias. O diretor-geral da unidade, Jefferson Soares de Macedo, elogia o comportamento das mulheres nas oficinas. “Todas elas viram uma referência para a população carcerária e traz contribuições no sentido de uma tranquilidade geral na unidade”, diz.

Laços

No caso da presa Márcia Terezinha, o trabalho não trouxe apenas tranquilidade, mas uma verdadeira mudança de vida. Ela aprendeu a costurar com a mãe na penitenciária, pois antes de ser presa era dona de um salão de beleza. “Há situações na vida difíceis de compreender e aceitar, mas a minha prisão e a da minha mãe nos aproximou muito, sempre conversamos e recentemente ela me fez a proposta de montarmos nosso próprio negócio de bolsas quando sairmos daqui.”

Cuecas confeccionadas na Penitenciária
Ariosvaldo Campos Pires.
Foto: Osvaldo Afonso / Imprensa MG
Condenada a nove anos de reclusão, Márcia Terezinha teve, recentemente, a primeira saída temporária de 07 dias autorizada pela Justiça. Ela retornou no horário previsto animada com o trabalho na penitenciária. A oficina recebeu uma nova encomenda de 1.000 aventais de plástico que serão usados por comerciantes das feiras livres da cidade. As peças serão distribuídas pela Prefeitura de Juiz de Fora.


Fonte: SEDS/MG
Fotos: Osvaldo Afonso / Imprensa MG

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