domingo, 16 de agosto de 2015

VÍDEO: Cães da Polícia Militar ajudam a desvendar crimes

Animais recebem adestramento referência no país e são parceiros do policial, ajudando a localizar drogas, armas e até pessoas desaparecidas

A Equipe das Rondas Ostensivas com Cães (ROCCA) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) comemora o balanço de sete meses. Cerca de 850 ocorrências foram feitas com o uso dos cães treinados, número cinco vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Cerca de 263 kg de drogas foram apreendidos, mais de meio milhão de reais recuperados e 30 pessoas detidas. Mais que números, a ROCCA celebra o reconhecimento no treinamento dos 228 cães dos 27 canis localizados em todo estado.

Por causa do faro apurado e treinado, estes animais conseguem localizar mais facilmente drogas ilícitas, explosivos, armas e pessoas desaparecidas. O canil da PM mineira é o único no país com a expertise de utilizar animais na atividade de capturas com cão solto, sendo o adestramento referência para outros estados do país. Por isso, o comando da PMMG autorizou, em 2015, a revitalização da matilha. 

A atuação da equipe Rocca foi ampliada e agora participa dando apoio em rebeliões em presidiários, fugas em locais de risco, tráfico de drogas e rondas periódicas nos pontos mais sensíveis e nas rodovias do Estado de Minas Gerais.

O comandante da Rocca, major Cinério Gomes, está otimista: “O Comando da Instituição autorizou a ampliação dos treinamentos dos policiais militares e a melhoria das estruturas físicas das companhias. Isso tudo traduz o aumento da eficiência desta modalidade de policiamento”.

Dos vários casos apurados este ano, alguns merecem destaque:

Cão localiza meio milhão de reais em veículo apreendido

Uma picape foi apreendida durante a prisão de uma quadrilha em abril deste ano e encaminhada ao pátio de apreensão de veículos em Sabará.  Dias depois, um funcionário do pátio recebeu uma ligação anônima. Uma pessoa oferecia dinheiro para ter acesso ao carro. A polícia militar foi acionada e a revistou. Só depois da chegada dos cães farejadores Athyla e Qnara o dinheiro foi localizado em um compartimento criado no parachoque.

“Os bandidos tinham manuseado drogas antes de pegarem nas notas. Isso deixou cheiro no dinheiro e Athyla o encontrou. Sem ele, teríamos que desmontar o carro e corríamos o risco de não achar nada, porque os bandidos criaram um compartimento muito bem feito em vidro na estrutura veículo” comemora o tenente Jadir Paula Rocha, que participou da ocorrência.

Veja o vídeo desta ocorrência feito pelo Tenente Jadir:


Apartamento com drogas é identificado por cão farejador


No mês passado, no bairro Silveira, em Belo Horizonte, militares do 16º Batalhão acionaram a Rocca para averiguar uma suspeita de grande quantidade de drogas em um apartamento.  O imóvel estava fechado e não havia ninguém. O sinal do cachorro da PM na porta indicando a presença de drogas foi fundamental para justificar  a entrada dos policiais no local, onde apreenderam 50 kg de maconha.

Rastreamento nas estradas termina em apreensão de crack em ônibus

Uma operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na saída de Betim, há dois meses, terminou com a apreensão de 3 kg de crack. A droga estava nas bagagens de dois passageiros de um ônibus com destino a Belo Horizonte.   Os cachorros facilmente localizaram as substâncias e os portadores da droga foram presos.

Bandidos tentam driblar faro mas cão encontra droga enterrada

Há um mês, a PM recebeu uma denúncia anônima sobre drogas que estariam enterradas em um terreno baldio no bairro Novo São Lucas, em Belo Horizonte. Segundo a polícia, infratores tentaram esconder as drogas em diversos locais para driblar a ação da PM. A área estava toda queimada e isso não atrapalhou o faro do animal, que localizou os entorpecentes pelo cheiro. Depois duas horas de rastreamentos, foram encontrados 35 quilos de maconha.



Sobre a ROCCA

Os cães fazem parte da Polícia Militar de Minas Gerais desde 1957  As raças mais utilizadas são pastor alemão, pastor belga malinois e labrador. Eles se reproduzem nos canis da corporação.  A partir de quatro semanas de vida, começa o treinamento básico para decidir em qual área ele poderá atuar. Em seguida, aulas prática específicas. O trabalho está sempre associado a cheiros específicos, para que na vida real os cães possam sentir o cheiro da substância e pessoas que devem localizar

Cada policial é responsável por seu próprio cachorro, embora os animais sejam preparados para trabalhar com qualquer militar. Há uma equipe veterinária que fica por conta da saúde dos cães, fazendo acompanhamento nutricional, exames periódicos e inspeções sanitárias. Os animais mais velhos são usados na cinoterapia, utilizada como tratamento auxiliar para crianças com necessidade especiais, problemas de relacionamento social ou dificuldade de aprendizagem.

Fonte: assessoria de Comunicação SEGOV

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