quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Propriedade que prefeitura cedeu para projeto de recuperação de dependentes químicos não pertence ao Município diz proprietário do terreno




O projeto envidado pelo Executivo para a Câmara Municipal de Cataguases, de número 41/2015, que pretende referendar o convênio celebrado entre Município de Cataguases-MG e a Entidade "Projeto Resgatando Vidas de Cataguases-MG", causou uma grande polêmica na noite desta quarta-feira (28), em uma reunião itinerante que os vereadores realizaram na igreja da comunidade do Cágado.

Com o convênio, o Município empresta por 24 meses a Escola Humberto Castelo Branco, que encontra-se desativada, na região do Cágado no distrito de Aracati para o projeto que trabalha com a recuperação de dependentes químicos. No entanto, 3 representantes das famílias da região foram à Câmara para pedir a rejeição do convênio, preocupados com a segurança da região. O Pastor Alexandro Fidélis, líder do Projeto Resgatando Vidas, contestou e afirmou que o projeto não oferece risco para os moradores do local.

Diante do impasse, o vereador Walmir Linhares pediu vistas ao projeto e surgiu a ideia de uma reunião itinerante na comunidade. 

O Sr. João Clemente Carvalho se apresentou como
proprietário do terreno cedido pela prefeitura
Os vereadores, Antônio Batista Pereira (Antônio Beleza), Walmir Linhares, Maurício Rufino, Vinícius Machado e João Manoelino Bolina (Joãozinho de Vista Alegre), participaram da reunião, onde compareceram vários moradores da região que se posicionaram contrários ao convênio realizado pelo prefeito Cesinha Samor, mas o projeto não chegou nem ser discutido, pois o Sr. João Clemente Carvalho, se apresentou como proprietário do terreno onde está situada a escola e disse que o local foi cedido para ser utilizado como escola mas que a prefeitura não tem documentação, que o terreno de 31 alqueires é de sua propriedade e ele foi o último a saber. Carvalho afirmou já ter escrito uma carta para o Executivo solicitando a reintegração de posse e disse que, se for o caso, entrará com pedido judicial.

Diante disto, os vereadores se posicionaram contrários ao projeto e a Câmara deverá devolve-lo ao Executivo, como explicou o presidente Antônio Beleza.

Os ânimos chegaram a se exaltar quando o vereador Walmir Linhares apontou um membro do projeto dizendo que o mesmo o teria agredido verbalmente, o que provocou indignação por parte dos moradores presentes, mas o Pastor Alexandro Fidélis, pediu a palavra e acalmou os ânimos, primeiramente se desculpando com o proprietário do terreno, pois conforme explicou, o mesmo foi oferecido ao projeto e ele não sabia que não pertencia ao Município, o pastor disse que a informação teria chegado de maneira equivocada para os moradores, o que provocou a rejeição, mas que nada era como estava aparentando.

Ao final, o pastor falou com exclusividade para o Site Mídia Mineira e disse que pretende se reunir com o prefeito Cesinha para ver uma melhor forma de resolver a questão, o Pastor isentou o prefeito de qualquer culpa, disse que achou importante ele ter se interessado pelo projeto, mas que irá buscar outras alternativas. Em relação as informações de que o projeto não teria documentação, o pastor confirmou que faltam sim alguns documentos, mas que precisa primeiramente do local para se adequar conforme as normas da vigilância e de outros órgãos. "Falta alguma coisa, mas não falta amor e dedicação, eu tenho 30 recuperados na igreja e tenho certeza que o projeto não irá parar por isso. Eu vou buscar a documentação desde que eu tenha um lugar, o que não pode acontecer é 20 meninos voltar para rua, eles são mais importantes que qualquer documento" disse.

O pastor também afirmou que irá buscar ajuda junto a alguns empresários que o apoiam e descartou qualquer possibilidade de convênio com outra clínica para absorver seus internos, pois disse que todas cobram e que ele tem pessoas que não pagam nada.




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