segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Governo de Cesinha já pagou quase R$ 300 mil pelo cinema fechado

Conforme dados do portal da transparência, o Município de Cataguases, pagou nos primeiros 29 meses de governo do prefeito Cesinha Samor, R$ 291.889,57, a Seno Marques Empreendimentos Ltda, referentes a aluguel do Edgard Cine Teatro, imóvel localizado na Praça Rui Barbosa, tombado pelo patrimônio histórico mas que se encontra fechado, sem utilização desde o início da administração Cesinha, após o Secretário Municipal de Cultura, Zeca Junqueira, solicitar laudo do Corpo de Bombeiros sobre as condições do imóvel.

Os dados para os outros 7 meses de 2015, ainda não estão disponíveis no portal da transparência, mas segundo uma fonte, ligada a família proprietária do imóvel, a prefeitura está atrasada com pelo menos 4 a 5 meses de aluguel.

Desde outubro de 2015, o Executivo vem falando de forma extra-oficial que pretende devolver o cinema e que teria desistido da compra do mesmo, porém, conforme o corretor responsável, a família só aceitaria a devolução, após o pagamento dos aluguéis atrasados e a devida reforma do mesmo, pois conforme contrato, o Município deve devolvê-lo em condições de funcionamento.

A "novela" da compra do cinema

Em 2010, protestos da população, foram gerados após rumores de que o cinema seria vendido e se tornaria em um supermercado ou igreja.

Em setembro de 2011, o Município entrou com a ação de desapropriação e efetuou um leilão de imóveis no dia 13 de dezembro para conseguir o valor para compra, este leilão foi bastante questionado na justiça e uma ação judicial de cancelamento do Sr. Ângelo Zorzi, com entrada em 16 de janeiro de 2012, atrasou a liberação do dinheiro. Esta ação ainda está tramitando judicialmente.

Já em 19 de junho de 2012, a justiça estipulou o valor de R$1.340.000,00 (um milhão, trezentos e quarenta mil reais) após perícia técnica, que foi cancelada em julho do mesmo ano, motivo que levou o ex-prefeito a não realizar o depósito em caução.

Em abril de 2013, o prédio foi interditado pelo Corpo de Bombeiros de Muriaé a pedido da Secretária Municipal de Cultura, situação em que se encontra até o momento.

Em 11 de março de 2014, a justiça autorizou depósitos em juízo para servirem de pagamento após a decisão judicial.  

Após o termino da CEI do Cinema na Câmara, em fevereiro de 2015, o vereador e advogado Serafim Spíndola, disse que o processo de desapropriação do imóvel poderia durar até 10 anos.

Em 2015, saiu a avaliação solicitada pela família que ficou em mais de R$ 4 milhões, o que desestimulou o Executivo a comprar o imóvel.

Em 15 de setembro de 2015, o prefeito Cesinha, admitiu que retirou o dinheiro que estava sendo depositado para a compra, quase R$ 1 milhão, para quitar a folha de pagamento.

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