domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cataguases: 31 Amostras do Caracol-africano apresentaram contaminação por parasita mas não implicam em riscos, diz epidemiologia

O setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Cataguases, recebeu esta semana o resultado da análise solicitada a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em relação ao Achatina fulica, o caracol-gigante-africano, conhecido popularmente como "Caramujo".

Fotos enviadas pelo whatsapp
Como em diversas regiões do Brasil, em Cataguases, o molusco tem se tornado uma praga preocupante pois além de causar prejuízos na agricultura familiar, é também o hospedeiro de diversos vermes e parasitas causadores de doenças ao ser humano.

Segundo a publicação "Achatina fulica: praga agrícola e ameaça à saúde pública no Brasil" (PAIVA, Celso do Lago) este tipo de caracol é hospedeiro natural do verme Angiostrongylus cantonensis causador de meningite,  do parasita Angiostrongylus costaricensis causador da angiostrongilose abdominal e pode ser responsável indireto pela potencial transmissão da Febre amarela e da Dengue devido as conchas do molusco morto poder se encher de água e servir de um potencial ponto de proliferação do Aedes aegypti, como já foi encontrado em 2001 no estado de São Paulo.

No caso de Cataguases, foram enviadas 42 amostras de moluscos no dia 9 de dezembro de 2015, provenientes das localidades Major Vieira no Centro, Avenida das Flores no Santa Cristina e da Rua Zelino Pinto da Silva no bairro Sol Nascente. Conforme o relatório, 3 morreram antes da análise e dos 39 restantes, 8 estavam negativos e 31 estavam parasitados por larvas de nematódeos metastrongilídeo Aelurostrongylus abstrusus, que é um tipo de parasita encontrado no pulmão de gatos domésticos, registrado em vários estados do Brasil em amostras do caracol-gigante-africano, inclusive em Minas Gerais. Segundo informações, embora raro, em humanos, esse tipo de parasita poderia causar quadro de bronquite, febre, tosse, dispneia e lesão pulmonar.

Nossa reportagem entrou em contato com a Coordenadora Municipal de Epidemiologia, Lívia Milane que disse que em relação ao relatório de Amostras encaminhadas a Fiocruz, dentre as amostras enviadas, não foram identificados microrganismos que impliquem em risco a saúde humana e representem importância médica. O Aelurostrongylus abstrusus é um parasita cosmopolita, causador da Estrongilose cardiopulnomar do gato. O gato infecta-se ao caçar os hospedeiros. Nas amostras não foram identificados vermes Angiostrongylos cantonensis (causador da meningite eosinofilica) e o Angiotrongylus costaricensis (causador da angiostrogiliase abdominal).

Confira abaixo o relatório completo:


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