sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Movimento do carnaval em Cataguases foi um dos mais fracos dos últimos anos diz profissionais

Nem todos os profissionais que trabalharam durante o carnaval, acabaram satisfeitos com as vendas durante as festas de Momo. 

Nossa reportagem entrou em contato com vários vendedores ao longo da Passarela do Samba e verificou-se que este ano, os barraqueiros mais ao centro, estavam mais satisfeitos com o movimento e os da parte da dispersão e concentração, menos. Os motivos alegados foram vários, desde a redução de público a questão da segurança e falta de transportes para os foliões, entre outros. 

Para se alugar uma barraca na passarela do samba, conforme informação de um vendedor, a empresa que ganhou a licitação para organizar o carnaval, estaria cobrando até R$ 2 mil. De fato, nossa reportagem recebeu a informação de que foram colocadas 19 barracas ao longo da avenida e que 8 estavam vazias devido o alto custo.

"Recebe o dinheiro da gente adiantado, e na hora de você ganhar, seu lucro fica em mercadoria, porque eles vem tomam seu dinheiro, dentro de dois dias, três dias, um pega R$ 100, outro pega R$ 200, todo dia eles pegam um pouquinho, ai sobram dois dias pra você trabalhar e nestes dois dias você não consegue recuperar nada", disse um dos vendedores (confira no vídeo abaixo).

Vários taxistas que trabalharam à noite no período de carnaval, reclamaram do movimento deste ano. Segundo eles, o lucro não deu para pagar nem o alvará que a prefeitura cobra neste início de ano, em torno de R$ 780,00. Os motivos segundo os taxistas, foram: A diminuição do público, o medo devido a insegurança provocada pelos 2 homicídios, a falta de dinheiro do povo e a falta de bandas após os desfiles. Estes dois últimos, fez com que muitos retornassem a pé e em grupos para as suas residências. Ainda em relação a falta de dinheiro, a Prefeitura de Cataguases, maior empregador do município, deixou de injetar na economia da cidade mais de R$ 2 milhões com o atraso da folha de pagamento dos funcionários. 

"Nós taxistas temos família e quando a gente fala que o carnaval não deu nem para pagar o alvará, é porque é uma das despesas do início do ano. [...] Na Verdade, se você for ver o lucro que o carnaval deu, não dá para comprar material escolar, não dá para fazer os acertos do início do ano, pagar os documentos e resolver tudo, então realmente, o carnaval foi muito fraco. O fato de não ter a banda depois dos desfiles, o povo sai todo de uma vez e vai embora pra casa, o povo estava muito sem dinheiro, não sei se é devido os funcionários não ter recebido, pelo menos eu posso dizer que não foi grande coisa não, já tivemos bem melhores. Nós tivemos um colega que foi assaltado depois do carnaval, a violência estava muito grande e o povo ficou com medo. O dia em que a Taquara Preta desfilou, por exemplo, você fazia uma corrida para a Taquara e quando você voltava tinha um mundo de gente voltando a pé, então o povo estava sem dinheiro." disse o taxista Serginho.

Na opinião do taxista Bruno, a sensação de insegurança dos foliões e o fato de não ter tido bandas, contribuiu para a queda do movimento deste ano.

O taxista João, disse para nossa reportagem que já trabalha há 9 anos e este foi o carnaval com menor movimento que ele já viu. "Nós conseguimos fazer algum dinheiro, porque nós pegávamos passageiros aqui para levar para as cidades vizinhas, Miraí estava arrebentando, Itamarati, Dona Euzébia, então as corridas que conseguimos fazer foi para levar o povo para as cidades vizinhas" disse.

Os taxistas também aproveitaram para reclamar do aumento absurdo do ISS da categoria que passou de R$ 165,00 para quase R$ 800,00 este ano.

Outro problema que torna inviável a arrecadação nos dias de carnaval em Cataguases e que necessita ser revisto pela prefeitura é o fechamento de todo o comércio. Visitantes que estiveram na cidade, procuraram restaurantes abertos, por exemplo, e não encontraram.

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