quinta-feira, 10 de março de 2016

MP de São Paulo pede a prisão preventiva de Lula e diz ter provas testemunhais de que triplex era destinado ao ex-presidente

Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, do Ministério Público de São Paulo, pediram a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo que investiga a relação do petista com o apartamento tríplex no Guarujá (SP). Na denúncia, a promotoria alega que a prisão de Lula é necessária para garantir “a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal”.

A informação foi divulgada a imprensa nesta quinta-feira (10). Os promotores, que ontem denunciaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Justiça Paulista por lavagem de dinheiro – na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica, disseram que colheram duas dezenas de depoimentos que comprovariam que o triplex, em Guarujá (SP), era “destinado” a Lula e sua família.

“Aproximadamente duas dezenas de pessoas nos relataram que efetivamente aquele triplex do Guarujá era destinado ao ex-presidente Lula e sua família. Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel nos relatos que fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Roberto Conserino.

De acordo com o promotor, a ocultação do patrimônio só não se perpetuou porque a imprensa divulgou a situação, segundo Conserino, irregular do apartamento. “É uma soma de testemunhos, é uma soma de documentos, e única conclusão irretocável que nos cabia fazer é de que efetivamente aquele triplex foi destinado ao ex-presidente da República, e só não houve a terceira etapa da integralização porque um órgão de imprensa noticiou essa situação e eles resolveram, por bem, largar aquele condomínio às pressas. E por essa razão a lavagem de dinheiro não se perpetuou”, disse.

A esposa de Lula, Marisa Letícia, e um de seus filhos, Fábio Luís Lula da Silva, também são acusados de lavagem de dinheiro. O caso será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo.

A Promotoria pediu também a prisão preventiva do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, além de outros dois ex-funcionários da Bancoop, cooperativa habitacional que era responsável pelo Edifício Solaris: Ana Maria Érnica, ex-diretora, e Vagner de Castro, ex-presidente da entidade.
Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Instituto Lula

Em nota, publicada hoje (10) pela manhã no site do Instituto Lula, a entidade diz que a denúncia do Ministério Público de São Paulo, feita ontem (9) "não tem base na realidade, conforme o Instituto Lula já mostrou. Em 30 de janeiro deste ano, foram divulgados todos os documentos relativos à cota do Edifício Solaris, que mostram que Lula e sua família nunca tiveram apartamento no Guarujá. O ex-presidente sempre declarou a cota em seu Imposto de Renda", diz. 

"Tais documentos foram encaminhados ao promotor. Já era previsível, no entanto, que Conserino encaminhasse a denúncia, já que declarou à revista Veja que considerava o ex-presidente culpado antes mesmo de ouvir a defesa de Lula", acrescentou o instituto. "O ex-presidente Lula já desmentiu essa acusação mais de uma vez, frente às autoridades e em discursos. O ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa em documentos que provam isso às autoridades competentes".

Com informações da Agência Brasil

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