quarta-feira, 23 de março de 2016

Revista britânica "The Economist" pede renúncia de Dilma e diz que " É Hora de ir"

Artigo publicado pela revista britânica The Economist diz que a saída da presidenta Dilma Rousseff do poder daria ao Brasil a chance de um "novo começo". Para a revista,  "a maneira mais rápida e melhor para Dilma deixar o Planalto seria renunciar antes de ser derrubada".

O artigo, disponível no site, estará na edição impressa, que chega às bancas neste final de semana. De acordo com The Economist, no entanto, a renúncia não resolveria os problemas do Brasil. Para que isso ocorresse seriam necessárias amplas reformas, entre elas a tributária e a política.

Com o Título "Time to go" ou "Hora de ir" em português, a publicação começa dizendo que as dificuldades enfrentada pela presidente foram aprofundada nos últimos meses. "O escândalo enorme em torno da Petrobras, a gigante estatal de petróleo, do qual ela já foi presidente, tem implicado algumas das pessoas mais próximas a ela. Ela preside uma economia sofrendo sua pior recessão desde a década de 1930, em grande parte por causa dos erros que ela mesma cometeu durante o seu primeiro mandato. Sua fraqueza política tornou seu governo quase impotente diante do aumento do desemprego e queda dos padrões de vida. Seus índices de aprovação mal chegam aos dois dígitos e milhões de brasileiros foram às ruas para cantar "Fora Dilma!"", diz o texto.

A revista também aponta o caminho que o Brasil deva seguir para se livrar da crise: "A guerra política do Brasil camufla algumas das lições mais importantes da crise. Tanto o escândalo Petrobras quanto a crise econômica têm suas origens nas leis e práticas atrasadas. Para tirar o Brasil de sua bagunça é necessária uma ampla mudança: controlar os gastos públicos, inclusive os previdenciários, reformar as leis fiscais e trabalhistas e reformar o sistema político atual que enconraja a corrupção e enfraquece os partidos políticos", diz trecho da publicação.

"Impeachment injustificado"

A revista defende ainda que o impeachment de Dilma, diante da ausência de provas criminais, seria injustificado. "O processo contra ela no Congresso se baseia em alegações não comprovadas de que teria usado truques de contabilidade para esconder a verdadeira dimensão do deficit orçamentário em 2015. Isso parece um pretexto para expulsar um presidente impopular".

A publicação diz que um impeachment baseado na "voz das ruas", abre um precendente preocupante. "Democracias representativas não deveriam ser governadas por protestos e pesquisas de opinião".

Na semana passada, The Economist considerou violação de privacidade a divulgação da conversa telefônica entre a presidenta Dilma e Lula.

Com informações da Agência Brasil

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