sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cataguases: Comissão da saúde da ALMG realiza audiência pública na Câmara municipal


Durante várias horas, os deputados que compõem a comissão de saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ouviram representantes da saúde da região na audiência pública sobre a saúde que aconteceu na Câmara Municipal de Cataguases na manhã desta sexta-feira (8).

O deputado estadual Dr. Arlen Santiago (PTB), presidente da comissão, também presidiu a reunião que contou ainda com a participação dos deputados Antônio Jorge (Estadual/PPS) e Rodrigo de Castro (Federal/PSDB). Arlen Santiago, iniciou com uma explanação da situação da saúde em Minas Gerais, como o fechamento de 2500 leitos no estado e o baixo valor da tabela SUS, devido aos cortes do governo federal.

O presidente da Câmara, Antônio Beleza, agradeceu a vinda da comissão da ALMG para ouvir a população de Cataguases e comentou sobre sua preocupação em relação aos problemas em que a saúde vem passando.

O Secretário e assessor Alex Carvalho, representou o prefeito Cesinha Samor e reivindicou verbas já prometidas para Cataguases que não foram cumpridas. Entre as reivindicações do Secretário, está a verba prometida para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), prometido em 2014 e até o momento não cumprido, pois segundo ele, a grande preocupação do município está na atenção básica.

O secretário de Saúde de Cataguases, Celso Benjamin, cobrou a votação urgente do projeto "Saude mais 10" que proporcionará maior recurso para os municípios, além da ampliação dos leitos de UTI adulto, criação dos leitos de UTI Neonatal, neurocirurgia que foi implantado no governo da ex-prefeita Maria Lúcia, entre outros.

A Secretária de Saúde de Leopoldina, Lúcia Gama, ressaltou que embora seu município tenha recebido recursos tanto do governo passado quanto do atual, ainda existem demandas para resolver, uma delas, seria a neurocirurgia, que ela acredita ser necessária em outro município da região e não apenas em Juiz de Fora e Muriaé. Leopoldina foi contemplada com duas UBS e parte do recurso para construção de um pronto socorro e UTI, mas o restante ainda não veio.

A prefeita de Santana de Cataguases, Jucélia Baesso, disse que sempre torceu para que a saúde de Cataguases fosse bem, pois seu município depende dos serviços de Cataguases. "Nós temos de unir forças e sermos uma equipe, porque caso contrário, a saúde nunca vai funcionar" disse e também ressaltou que prefeito nenhum consegue fazer saúde com apenas 15% dos recursos e que é muito difícil trabalhar com saúde, com a tabela que o governo paga, que os municípios sempre tem de completar os valores.

O presidente do CISUM, Eliermes Teixeira, discorreu sobre vários gargalos, entre eles, a demora no atendimento e a necessidade de criação de novos recursos para que os programas funcionem.

O diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS) em Leopoldina, doutor Pedro César, ressaltou que o SUS tem realizado vários programas importantes, mas que segundo ele, a grande mídia não se interessa em mostrar as boas realizações do SUS, mas apenas as falhas e defendeu a implantação da CPMF como ajuda para saúde.

O provedor do Hospital de Cataguases Wilson Crepaldi Júnior, o Bill, ressaltou que apesar das dificuldades da Santa Casa, ela tem conseguido sobreviver. "Nos não somos provedores, somos sofredores" disse. O provedor também explicou que embora ainda exista muito para ser feito, o Hospital tem conseguido realizar diversas obras. Bill reclamou do dinheiro que o governo deixou de repassar  no valor de R$ 100 mil e revelou que o HC tem hoje R$ 3 milhões a R$ 4 milhões de dívidas. Sobre a Fazenda da Fumaça, pertencente ao Hospital, o provedor disse que ao todo deveriam ser  1049 alqueires e que hoje, apos algumas invasões, existem apenas pouco mais de 500 alqueires. "Parece que a cerca por lá costuma andar a noite" completou. Na terça-feira (12), o provedor deverá se reunir com o secretário de Estado de Saúde em Belo Horizonte para também reivindicar recursos para o Hospital.

O deputado Antônio Jorge, apos ser questionado por um dos participantes sobre o dinheiro prometido para o Hospital que até hoje não chegou, explicou que a implantação da Rede de Urgência e Emergência que foi implantada na Zona da Mata, faz parte de um conjunto de 9 redes implantadas no estado e que a da Zona da Mata, foi uma das últimas, refutando as insinuações de que a implantação  poderia ter viés político. Ele também explicou que embora seja amigo pessoal do prefeito José Roberto de Leopoldina, o nível II, veio para Cataguases e que por causa disso, o HC recebe R$ 2,4 milhões de custeio por mês.  O deputado também ressaltou que com a implantação da RUE e do nível II, muita coisa melhorou, como o SAMU, o Pronto Socorro Municipal no Hospital entre outras coisas, mas que a união não tem cumprido com várias pactuações. Segundo ele, os Municípios de Muriaé, Juiz de Fora, Além Paraíba, Manhuaçu, Leopoldina, entre outros, receberam os recursos prometidos pelo governo anterior, neste governo, mas que por motivos de planilhas de custo divergentes e número da conta errada. "Está atrasado, Cataguases está atrasado, mas porque está atrasado, o que foi feito no governo passado está errado? Não, está incompleto. R$ 5 milhões para o governo do Estado, é muito pouco, se pode para outro município, porque não pode para Cataguases?" disse. Segundo o deputado, o governo do estado paralisou as obras em dezembro de 2014, mas o que já foi gasto em campanhas publicitárias daria para completar as obras. Conforme Antônio Jorge, os governos não deveriam ficar apenas publicitado que o dinheiro não veio, mas deveria ter retomado os convênios.

O deputado federal Rodrigo de Castro, que realizou a solicitação para que a comissão viesse a Cataguases, agradeceu ao deputado Antonio Jorge por ter atendido ao governo do estado na época para que o convenio viesse para Cataguases. Rodrigo de Castro ressaltou que irá destinar emendas para o Hospital de Cataguases mas disse depender do contingenciamento do Governo Federal. O deputado lembrou que houve uma  brutal redução de recursos para a saúde e que a demanda aumentou. Outro ponto, segundo o legislador, é a tabela do SUS que há 10 anos não é corrigida. Sobre o programa Saúde mais 10, o deputado disse que a Câmara está empenhada em aprovar. Ele criticou a presidente Dilma, por ter cortado aproximadamente R$ 10 milhões da saúde e cobrou da Prefeitura Municipal de Cataguases o pagamento em dia dos repasses para o Hospital de Cataguases que estão atrasados. Por fim, Rodrigo de Castro disse que o resultado final da audiência, deveria ser a efetivação do convênio com o Hospital de Cataguases 

O deputado Arlem Santiado, realizou vários requerimentos para serem votados na ALMG e enviados ao governo de Minas, entre eles, a solicitação do restabelecimento do pagamento no valor de R$ 100 mil para o Hospital de Cataguases, a disponibilização de mais uma ambulância para o SAMU atender a Cataguases e a tomada de providências para assinatura imediata do convênio com o Hospital de Cataguases para implantação de UTI neonatal e reforma do Pronto Socorro.

Também participaram da reunião, o prefeito de Dona Euzébia Itamar Ribeiro (Mazinho), a prefeita de Itamarati de Minas, Tarsília Fernandes, o ex-prefeito Willian Lobo, a ex-prefeita Maria Lúcia Mendonça, os vereadores Geraldo Majella, Aritana, Fernando Pacheco, Walmir Linhares, Michelângelo Correa, Vinicius Machado e Gilmar Canjica.

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