sexta-feira, 22 de abril de 2016

Governador entrega Medalha da Inconfidência em Ouro Preto; Ex-presidente do Uruguai José Mujica foi o principal homenageado

Cerca de três mil pessoas participaram da solenidade, que homenageou o ex-presidente do Uruguai José Mujica e outras 147 personalidades e entidades

Foto:Veronica Manevy/Imprensa MG 
Cento e quarenta e oito personalidades e entidades foram agraciadas na 65ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, nesta quinta-feira (21/4), em Ouro Preto, data em que se recorda a morte de Tiradentes. A comenda, maior honraria concedida pelo estado de Minas Gerais, presta homenagem àqueles que contribuíram para o desenvolvimento do Estado e do país e foi entregue pelo governador Fernando Pimentel e o vice-governador Antônio Andrade.

O senador e ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, recebeu o Grande Colar. Cerca de três mil pessoas participaram da solenidade. Ao lado de representantes de movimentos sociais, estavam a senadora uruguaia Lucía Topolansky (mulher de Mujica), o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Pedro Carlos Bittencourt Marcondes, o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, o embaixador do Uruguai no Brasil, Carlos Daniel Amorín-Tenconi; e o presidente da Câmara Municipal de Ourém, em Portugal, Paulo Alexandre Homem Oliveira Fonseca.

 “O 21 de abril é o momento máximo do civismo mineiro. De trazer à memória a entrega daqueles que contribuíram para a liberdade no Brasil e de homenagear os que cooperam para a democracia e o desenvolvimento do Estado. Hoje, Ouro Preto respira os ares da Inconfidência”, afirmou o vice-governador Antônio Andrade.

Agraciado com a Grande Medalha, o ministro da Justiça Eugênio Aragão, destacou que a cerimônia é uma das mais prestigiadas do Brasil e que é uma alegria ser homenageado por um governo que tem como objetivo principal os “avanços sociais”. “Infelizmente, as figuras que representam avanços na história contam sempre com a resistência dos que não querem mudança, que se sentem desafiados com os novos tempos. Isso foi com Tiradentes e isso é com (a presidenta) Dilma Rousseff”, afirmou.

O biólogo Thomaz Pinotti recebeu a Grande Medalha, concedida in memoriam a seu pai, o engenheiro e pesquisador Marcos Pinotti, falecido em janeiro deste ano. Coordenador do Laboratório de Bioengenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pinotti foi o professor da universidade com o maior número de patentes registradas, o que lhe rendeu o apelido de “Dr. Patente”. “Ao mesmo tempo que é uma grande honra, também é um pouco triste para mim estar no lugar dele. Meu pai trabalhava com um milhão de coisas diferentes, na interface entre a biologia e a engenharia mecânica, inventando tudo o que se pudesse imaginar”, recordou Thomaz.

A chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Andrea Claudia Vacchiano, que atua na corporação há 26 anos, também recebeu a Grande Medalha. “É mais um reconhecimento por parte do Governo do Estado, que vem dando apoio total à Polícia Civil de Minas Gerais”, destacou ao citar a nomeação, pelo governador Fernando Pimentel, de mais de mil investigadores neste ano.

Com a Medalha de Honra foram agraciadas 54 pessoas, entre elas o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Valdez Leite Machado. “Estou muito satisfeito, é uma distinção receber essa Medalha. É a certeza de que o Judiciário mineiro está bem destacado no país”, afirmou.

A Medalha da Inconfidência foi concedida a 63 personalidades de diversas áreas de atuação, como as artes, no caso do artista e educador social Flávio Renegado. Nascido no Alto Vera Cruz, bairro de periferia de Belo Horizonte, o músico destacou o simbolismo da homenagem. “Eu, como cidadão belo-horizontino de comunidade, de vilas e favelas receber uma parada dessas, para mim, é uma honra. Estou feliz demais. A gente está vivendo um momento ímpar na nossa sociedade, no nosso país, e receber uma homenagem como essa é muito significativo, representa muito para toda essa luta que a gente representa, essa batalha. Espero poder representar a cidade, as comunidades e meu povo”, encerrou.

Simbolismo

Criada em 1952 pelo governador Juscelino Kubitschek, a Medalha da Inconfidência possui quatro designações: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. O governador Fernando Pimentel foi recebido com honras militares e, acompanhado do ex-presidente uruguaio José Mujica, depositou flores no monumento a Tiradentes, no centro de Ouro Preto. Os hinos do Brasil e do Uruguai foram executados pela Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de Minas Gerais.

Fernando Pimentel defende a vontade soberana do povo

Foto: Marcelo Sant´Anna/Imprensa MG
No dia em que Ouro Preto volta a ser a capital de Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel ressaltou nesta quinta-feira (21/4), durante a 65ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, o sonho da construção de um país livre, soberano, republicano e democrático, idealizado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Citando o mártir, o governador afirmou que a entrega da principal honraria do Estado simboliza a todo o Brasil a luta pela liberdade que, “cedo ou tarde, sempre vence”.

“O novo nome da liberdade é a defesa da democracia, dos valores republicanos, do respeito à vontade soberana do povo, expressa pelo voto livre, secreto e universal, expresso pelo voto popular. Neste momento da vida nacional, precisamos olhar para frente e renovar nosso compromisso com a nação e com aqueles que se sacrificaram pela liberdade. O martírio de Tiradentes simboliza, acima de tudo, a luta pela emancipação política do Brasil”, afirmou Pimentel, ao lado do ex-presidente do Uruguai e senador José Pepe Mujica, condecorado com o Grande Colar. Mujica se tornou símbolo da geração que lutou pela emancipação dos povos na América Latina na década de 1960.

Segundo o governador, neste momento, a voz de Minas Gerais se ergue em defesa do mais valioso princípio democrático: a eleição direta pelo voto popular. “A única fonte real de legitimidade na democracia é o voto e a ele é que devemos recorrer quando crises institucionais agudas assolam e ameaçam a tessitura democrática que tanto sangue e tantas lágrimas nos custou para trazer até aqui”, ressaltou.

Como forma de se chegar a um desfecho para a atual crise institucional, Pimentel também defendeu a realização de um “processo de pacificação” no país. Essa, em sua avaliação, é a única forma de garantir a continuidade das conquistas obtidas nos últimos anos pela população.


“Nós superamos outras crises. Soubemos sair das trevas autoritárias da ditadura, conquistar a anistia e depois as eleições diretas. Conseguimos estabilizar a economia e, em seguida, promover crescimento, com distribuição de renda e inclusão social. Reduzimos a desigualdade, garantimos a independência dos Poderes. Mas tudo isso dentro da regra democrática, com alternância política e com total respeito à Constituição. Ninguém tem o direito de interromper essa caminhada e tampouco desviar o seu rumo”, afirmou.

Agência Minas

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