sexta-feira, 27 de maio de 2016

Hospital de Cataguases anuncia que a partir do dia 1º de junho casos que não são considerados urgentes não mais serão atendidos no Pronto Socorro

O provedor do Hospital de Cataguases, Wilson Crepaldi Júnior, o Bill, convocou na manhã desta sexta-feira (27), toda a imprensa local para anunciar que a partir do dia 1º de junho, o Pronto Socorro não irá mais atender casos que não são considerados urgentes.

Conforme explicado, a decisão, aconteceu, após inúmeras tentativas de tentar renegociar o convênio, vencido em 1º de fevereiro deste ano, para manter o Pronto Socorro Municipal funcionando. A prefeitura paga hoje, R$ 250 mil pelo serviço, quando o valor correto, conforme as planilhas do Hospital, para suprir os custos, deveria girar em torno de R$ 560 mil, por esse motivo, a diretoria da Santa Casa, juntamente com o Conselho, decidiram reduzir os atendimentos do Pronto Socorro, passando a atender apenas urgência e emergência.

De acordo com o advogado do Hospital, Bruno Gonçalves, desde janeiro,  que o Hospital vem enviando notificações para a prefeitura de Cataguases, com cópia para os demais órgãos interessados, como Conselho Municipal de Saúde, Regional de Saúde e demais prefeituras atendidas, informando que o valor repassado não cobre os custos do Pronto Socorro, que já deveria ter sido bem maior desde o fechamento do convênio, há um ano atrás e que agora, a situação torna-se mais grave, pois os custos aumentaram e muito, como água, energia elétrica, salário, entre outros, mas o Executivo vem se mantendo inerte.  

Segundo a Supervisora, Maria Inês Dal Bianco, desde que o Hospital assumiu o Pronto Socorro, vem tendo de cobrir déficit relativo ao  serviço e a situação fica cada vez mais complicada.
O diretor de relações públicas, Rogério Ladeira, explicou que o Hospital vem recebendo emendas parlamentares mas que estas não podem ser usadas no Pronto Socorro, pois vem carimbadas para um determinado fim.

Dr. Bruno ressaltou ainda que conforme a Lei 8.666, um convênio não pode trazer prejuízo para o prestador, que o Município já deixou claro que não tem interesse em assumir o Pronto Socorro novamente e que por isso, um ofício foi enviado para o Ministério Público, dando prazo para o Executivo solucionar o impasse até o dia 26 de maio, mas o Município respondeu em outro ofício, no dia 25 último, apenas que irá marcar outra reunião, juntamente com o promotor do Ministério Público, sem propor nenhuma solução, em uma clara intenção de procrastinar o contrato. 

Por fim, o provedor Bill Crepaldi, deixou claro, que diante da situação apresentada, o Hospital começa, a partir de hoje, conscientizar aos usuários do Pronto Socorro de que a partir da próxima quarta-feira, 1º de junho, o Hospital só atenderá no Pronto Socorro os casos de Urgência/Emergência. O provedor também exibiu uma planilha, onde mostra que os atendimentos no Pronto Socorro, no mês de março de 2016, totalizaram 10.158, sendo que os que não são considerados urgência, das cores verde, azul e branco, somam juntos 6.606, ou seja, 65% do fluxo. Segundo Bill, o valor de R$ 250 mil, pagos hoje pelo município, dariam apenas para atender os casos de urgência/emergência. Por diversas vezes, o provedor deixou claro que o Hospital não deixará de atender os casos considerados urgentes pela triagem, apenas os que não forem urgentes, serão encaminhados para os postos dos bairros que são o local indicado para esse tipo de atendimento.


Na terça-feira (31), a pedido do vereador Michelangelo Corrêa, que já vislumbrava essa possibilidade, a sessão da Câmara Municipal, será inteiramente dedicada para tratar da questão do Hospital de Cataguases, onde foram convidados representantes da Santa Casa, do Executivo e do Ministério Público para que os mesmos sejam ouvidos e juntos consigam chegar a um consenso. Nesta sessão, o provedor também deverá anunciar para os vereadores a decisão tomada.

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