sexta-feira, 8 de julho de 2016

Populares manifestam em Cataguases por mais segurança e levam revindicações para Judiciário, MP e comando da 6º Cia de PM






Dezenas de pessoas foram às ruas em Cataguases, protestar por mais segurança no município na tarde desta quinta-feira (7/7).

A organizadora da manifestação, Marita Costa Cruz Bitencourt de Souza, explicou que após sua mãe ter sido brutalmente espancada em uma tentativa de assalto e de tomar conhecimento dos vários furtos e roubos que tem se tornado frequente no município, teve a ideia de mobilizar a sociedade para a questão: "Minha mãe, foi espancada em uma tentativa de roubo, graças a Deus, o cara está preso mas o que a gente sabe hoje é que vai pra lá, prende e daqui a uma hora é solto e o movimento é para isso, pedir maior rigor" disse.


"No sábado, nós tivemos 8 ocorrências e vídeos da pessoa dormindo e sujeito invadindo sua casa, mas a gente acha que isso está distante da gente, quando foi no domingo, um indivíduo tentou assaltar a minha mulher, com minhas crianças, na sequencia agrediu um homem e logo em seguida, espancou minha sogra gratuitamente em uma tentativa de assalto, a gente percebe que está tendo um aumento da insegurança na cidade. A gente vê que a Polícia Militar tenta fazer o papel mas o número de policiais é pequeno, da Polícia Civil também e esse movimento é para mobilizar a população, os poderes constituídos tem de fazer alguma coisa, não é só jogar a bola para o secretário de estado não, tem de fazer mais do que isso, o prefeito quis nos ajudar mas é preciso fazer mais! É viatura parada porque não tem combustível, não tem manutenção e quem que paga o pato disso? Então é preciso que a situação seja contornada pois a cidade sempre foi ordeira, pacata e tem de voltar a ser como era." completou o empresário Guilherme Valle Souza, esposo de Marita.

A passeata iniciou em frente a Prefeitura Municipal, na Praça Santa Rita, onde foram colhidas assinaturas para um abaixo assinado e seguiu - com "apitaço" - pela Avenida Astolfo Dutra, Avenida Humberto Mauro até a porta do Fórum, onde Guilherme e Marita protocolaram um requerimento para o Juiz Dr. Felipe Teixeira Cancela Júnior, diretor do Fórum, e para os promotores: Dr. Carlos Eduardo Fernandes Neves Ribeiro e Dra. Soraya da Silva Nascimento Guedes com as seguintes reivindicações: Apoio a Operação Reação da Polícia Militar, com mais rigor quanto aos relaxamentos das prisões; Celeridade junto à justiça ao urgente atendimento dos requerimentos das polícias; apoio ao aumento no número de policiais civis, apoio ao aumento da quantidade de viaturas civis e militares e suporte financeiro para manutenção; apoio ao aumento do contingente dos policiais militares; apoio ao necessário suporte estrutural para que a Polícia Militar possa atender as reclamações, denuncias e os apelos da população em menor tempo.

Por fim, os manifestantes receberam a visita do Tenente Coronel Clóvis Pimenta, Comandante da 6º Cia de PM em Leopoldina, a qual Cataguases é subordinada, que deixou claro seu entendimento de que o movimento é a favor da segurança pública e não contrário à polícia. "Nós temos índice de ações preventivas aumentados, mas a gente vê que a parte de crimes violentos está em uma curva ascendente e nós precisamos dar uma resposta para a comunidade, você conhece meu trabalho, eu tenho uma carinho muito grande por Cataguases, tenho conversado bastante com o Major Willian que é meu preposto aqui e quero só agradecer e te pedir que esteja sempre junto fazendo isso para que a gente possa desta forma mobilizar o sistema de defesa social, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública, OAB, Polícia Civil, Polícia Militar, Prefeitura, Câmara Municipal, os clubes de serviço, para que juntos possamos dar as mãos e trabalhar em prol da comunidade, para que possamos reunir e dar uma resposta." disse o Ten Cel Clóvis Pimenta.

Guilherme passou para o comandante as reivindicações e solicitou a melhora do efetivo em Cataguases, obtendo a resposta de que isto já está sendo solicitado pelo comando. Pimenta também garantiu que a Polícia Militar já está alinhando com o juiz e promotoria da vara da infância e juventude, bem como com a diretoria do presídio para que os menores reincidentes em crimes, possam ficar reclusos.

Dura Realidade

No mesmo momento em que estava acontecendo a manifestação, um menor, que já realizou vários assaltos em ônibus em Cataguases, foi levado em uma ação conjunta da PM e PC para audiência jundo ao juiz a fim de que ficasse internado, mas, devido a falta de local de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o menor acabou sendo liberado. Perguntado sobre esta questão, o Ten Cel Pimenta, disse que é uma ação do Estado, que as unidades de internação estão lotadas e que o Estado necessita desenvolver ações para resolver esta questão e que enquanto isso não acontece, a PM tenta promover um alinhamento com o Judiciário e MP para achar soluções.

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