terça-feira, 30 de agosto de 2016

IMPEACHMENT: Em defesa a senadores, Dilma Rousseff nega crime de responsabilidade e diz que só teme morte da Democracia

Foto: Wisom Dias/Agência Brasil

Em defesa a 79 senadores presentes no plenário do Senado, ocorrida na manhã desta segunda-feira (29), a presidente afastada Dilma Rousseff negou ter cometido crimes de responsabilidade e afirmou que, no processo de impeachment que corre no Senado, só temia a “morte da Democracia”.

A presidente afastada ainda afirmou aos senadores, em pronunciamento que durou mais de quarenta minutos, que seu impedimento é um golpe que vai resultar na eleição indireta de um governo ‘usurpador’ e o que estaria em jogo no processo não seria apenas o seu mandato, mas o “respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição”.

Após o pronunciamento inicial, foi iniciada rodada de questionamentos dos senadores a Rousseff. A primeira a formular as questões foi Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins. A senadora, que foi ministra da Agricultura do governo Dilma, afirmou que o processo de impeachment nasceu da vingança do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Em um dos primeiros embates do dia, a senadora Ana Amélia, do PP gaúcho, afirmou que o processo de impeachment não é golpe, assim como defende a presidente afastada. Ana Amélia afirmou que os senadores não estão julgando a biografia ou trajetória de vida de Dilma. O senador José Agripino, do DEM do Rio Grande do Norte, criticou o pronunciamento de Rousseff: “É até uma infantilidade da presidente, em uma sessão judicial, em uma sessão onde os senadores são juízes, numa sessão judicial presidida pelo presidente da suprema corte do País para tratar de um assunto previsto na Constituição, ela apelar para a ‘vitimologia’ e chamar de golpe é querer abusar da inteligência do brasileiro.”

Já relator da Comissão Especial, senador Antônio Anastasia, do PSDB mineiro, afirmou que avaliou as provas e concluiu que houve sim crimes de responsabilidade.

Na sessão que julga o processo de impedimento de Dilma Rousseff, estão inscritos 47 senadores para fazer questionamentos e ouvir a defesa da presidente afastada.

Dilma é acusada de ter editado decretos de créditos suplementares sem o aval do Congresso e, além disso, de ter cometido as chamas “pedaladas fiscais”, ao usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro. A votação final deve acontecer no dia 30.

Com informações da Agência Senado, reportagem, Alexandre Souza

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