segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conheça o Projeto Girarte que esta semana estreia em Cataguases o espetáculo “LEI” com entrada franca

Desde a idade média, quando surgiu o teatro “Mambembe", que levar arte diretamente para a população além dos recintos fechados, tem sido uma grande opção de democratização da cultura. Embora muitos associem a palavra “mambembe” a algo de má qualidade devido a ausência de recursos tecnológicos dos primeiros itinerantes, hoje em dia, com as facilidades modernas, essa ideia não pode prosperar.

O grupo Girarte, tem dado exemplos disso e como o próprio nome diz: Tem dado um giro levando arte pelo país. O grupo cataguasense, coordenado pelo professor, ator e bailarino Marcus Diego de Almeida Silva, conta ainda com os artistas/pesquisadores: Andreza Viana, Carlos Gonçalves, Deliana Domingues, David Peixoto, Lidiane Matias, Miriam Gaspar, Maycon Vilela, Rayane Rodrigues e Rogério Mendonça. 

A proposta do Girarte é levar o teatro, a dança, a expressão corporal e a música para alunos de instituições de ensino de várias cidades, facilitando o acesso a essas linguagens. O grupo trabalha com a criação coletiva, sempre respeitando a individualidade dos alunos, as dificuldades e facilidades de cada um e muita das vezes se apresenta como primeiro contato do público com o mundo artístico. O trabalho também é levado aos docentes das instituições por onde se apresentam, a fim de criar uma semente cultural. 

O projeto é financiado através do patrocínio das empresas Energisa, Bauminas, Hidroazul, e CBA Metais via Lei Roanet e tem o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Fundação Simão José Silva, Casa de Cultura Simão e Instituto Votorantim.

Em sua nova fase o Projeto Girarte teve a competência de beneficiar até o momento, sempre com gratuidade em todas as ações, aproximadamente mais de 12.000 pessoas, visitou 15 cidades e realizou atividades de arte-educação em mais de 15 escolas. 

Após um período “girando” por diversas cidades da região e também de outros estados brasileiros, os cataguasenses terão a oportunidade de assistir o espetáculo “LEI” que estreia no próximo sábado, 24 de setembro, com apresentação também no dia 25, sempre às 19 horas no Centro Cultural Humberto Mauro. Em seguida, o espetáculo segue para Campo Grande (MS) onde acontece nos dias 29 e 30 de outubro.

Espetáculo “LEI”

O espetáculo “LEI” utiliza da interação entre dança, teatro, música e audiovisual. Comprometidos e firmes no diálogo entre arte e educação, o espetáculo teve como temática, para pesquisa e criação, as Três Leis de Newton e a Lei Gravitacional, explorando a dança que nesta perspectiva é pura física, “refletimos na influencia direta das leis em nossas vidas e movimentos dos corpos no cotidiano”, conta o coordenador. 

O espetáculo tem como elenco artistas do Grupo de Pesquisa Girarte, coreografias criadas por renomados nomes da Dança Contemporânea como Mário Nascimento (MG) e Alba Vieira(MG), trilha sonora de Makely Ka(MG) e O Grivo(MG) e figurinos de Carolina Sudati (SP). 

O espetáculo é uma grande oportunidade de artistas do interior mineiro apresentar seus trabalhos em outra região do Estado, estando sempre integrados em um circuito nacional artístico, agregando valor ao projeto e seus artistas que multiplicam todas suas vivências profissionais em Cataguases e região.

Entre as ações do Projeto Girarte, destacam-se:

Palestras voltadas para docentes.

Com uma abordagem visionária, o Girarte não se preocupa em cuidar somente dos discentes das escolas, mas em preparar também os docentes que convivem no dia a dia com os discentes. “Muitos profissionais se encontram às vezes insatisfeitos, desmotivados e movidos por stress. Desta forma, os mesmos não são colaboradores no desenvolvimento de seus aprendizes. Por isso, visamos em todo o processo também trabalhar a sensibilidade dos docentes, através de palestras, debates e estímulos de reflexões, que têm como foco: Discutir o papel do educador, enquanto facilitador do desenvolvimento de seus discentes em todas as esferas do conhecimento; alimentar novas ideias de como as manifestações artísticas podem estar inseridas no ambiente escolar, caminhando junto com a educação, provocando um efeito multiplicador nas ações do projeto, propondo que a arte esteja presente no cotidiano escolar como mais uma ferramenta pedagógica e via criativa de acesso aos discentes, sendo utilizada além de horas cívicas ou datas comemorativas. Despertando nos grupos docentes das escolas de ensino regular, um grau de sensibilidade e interesse em serem principais ferramentas multiplicadoras do projeto no ambiente escolar”, explicou Marcus Diego.

Oficina de Teatro e Dança durante três dias.

As oficinas do projeto têm duração de três dias em cada escola e cidade, onde todas as crianças e adolescentes envolvidos no projeto têm a oportunidade de vivenciar o prazer de colocar em prática tudo que é aprendido e capturado como informação nas oficinas, através da construção de uma apresentação cênica, que sempre é criada pelos próprios alunos com o auxílio de bailarinos e atores do "Grupo de Pesquisa Girarte ", tendo como roteiro o texto cênico “Alegria, meu rei” (a estória de um rei que sai a procura da felicidade para salvar seu reinado). A apresentação cênica sempre é realizada em algum espaço urbano, ou no ambiente escolar aberto para toda a comunidade de modo a facilitar a apreciação de todos os moradores da cidade, valorizar os espaços públicos das cidades e propor um modo diferente de cada morador olhar para os espaços e arquitetura do lugar onde vive. A oficina e apresentação sempre mobilizam toda comunidade e escolas, é um grande movimento onde encontramos participantes com a autoestima elevada, olhares de esperança e confiantes em seu próprio talento. De outro lado sempre têm-se uma plateia orgulhosa de seus artistas locais.

Apresentação cênica de profissionais do Projeto Girarte dentro do ambiente escolar e no meio urbano.

O grupo de artistas do “Projeto Girarte” criou um trabalho original, para circulação nas comunidades e escolas visitadas pelo projeto. O trabalho conta com a interação de duas linguagens (teatro e dança), além de ter uma trilha sonora original. Tendo o título de “Três Porcos e Um Casamento”, este trabalho foi baseado na estória clássica dos Três porquinhos. Tendo como base para criação comédia de erro e exercícios de improvisação em Dança e Teatro. “Podemos nos divertir com uma adolescente que ao completar 18 anos tem a obrigação de se casar ou criar porcos para receber a herança de seu falecido pai. Três trabalhadores (pedreiro, marceneiro e varredor de rua) do distrito onde se passa a estória, escutam a conversa da mãe com a filha e entendem tudo atravessado, iniciando uma "guerra" para conquistar a garota, que decide criar porco, que no contexto do trabalho significa poupar dinheiro (guardar no cofrinho de porco) para a realização de sonhos maiores como fazer uma boa faculdade e investir toda herança em bens duráveis. Neste trabalho consideramos a importância de cuidados com a higiene pessoal, educação financeira, a busca por informação e conhecimento como prioridade, vida amorosa responsável, a imagem da mulher independente e capaz de assumir grandes papéis na sociedade, preservação dos recursos naturais entre outros assuntos. A apresentação é realizada com o intuito de despertar nos espectadores / fruidores o interesse por essas linguagens artísticas, propiciando uma intimidade maior do público com propostas artísticas, através de estórias bem conhecidas e que façam parte do acervo literário escolar”, disse o coordenador.

Com um trabalho eficaz de democratização cultural, focados na promoção social e valorização da realidade de cada lugar o grande diferencial do projeto é seu caráter itinerante, que possibilita fazer a arte chegar em locais de difícil acesso, influenciando de forma significativa no desenvolvimento cultural e artístico de vários municípios e também chegando a lugarejos que nunca tiveram a oportunidade de receber um trabalho artístico profissional. “Em muitas ocasiões temos o prazer e responsabilidade de ser a primeira referência artística na vida de muitas pessoas. Nesta perspectiva destacamos momentos emocionantes em nossa caminhada como na cidade de Reduto-MG, que uma criança perguntou para um dos artistas do projeto “Moço o que é esse tal de teatro?” Onde entre um sorriso aberto e a procura por uma resposta objetiva se resumiu em um abraço apertado” e outro momento foi em Rosário da Limeira-MG, que após uma apresentação do Grupo de Pesquisa Girarte um senhor com aproximadamente uns 65 anos, com sua mão forte e calejada apertou a mão de um dos artistas e disse “muito bonito esse negócio de vocês, foi a primeira vez que vi e gostei demais”, são fatos assim que motivam nossas ações!”, completou.

Cidades e escolas visitadas em sua nova fase:

Simonésia (MG): Atividade de educação ambiental sendo trabalhada
através de metodologia artística
- Nova Friburgo-RJ: CIEP 123 Glauber Rocha.
- Miradouro-MG: E.M. Desembargador Alberto Luz
- Reduto-MG: E.M. Ciranda das Letras / E.M. Fernando Maurílio Lopes
- Antônio Prado de Minas-MG: E.M. Prefeito Eurípedes de Abreu
- Nova Friburgo-RJ (Distrito de Mury): E.M. Maximiliam Falck
- Cataguases-MG: E.M. José Soares Gonçalves
- Luisburgo-MG: E.M. Manoel Francisco de Souza
- Astolfo Dutra-MG: E.M. Abílio Linhares
- Simonésia-MG: E.M. Monteiro Lobato
- Rio Pomba-MG: E.M. São José
- Astolfo Dutra-MG (Distrito de Sobral Pinto): E.E. Deputado Edson Resende
- Miraí-MG (Distrito de Dores da Vitória): E.M. Dom Helvécio
- Muriaé-MG (Distrito de Boa Família): E.E. Temístocles Eutrópio
- São Sebastião da Vargem Alegre: E.M. Coronel João Vieira
- Rosário da Limeira-MG: E.M. Amélio José da Silva

Além de todas as atividades de arte-educação realizadas em vários municípios, o projeto realiza inúmeras ações artísticas e culturais que geram um movimento intenso de produtividade artística que mantêm viva as ideias e objetivos do projeto de disseminar a arte por toda parte, com atividades capazes de viabilizar as manifestações artísticas e expressivas, como meios possíveis e acessíveis de trabalhar a valorização social, democratização cultural e maneira criativa de contribuir com a reflexão e construção de pensamentos críticos perante complicadores sociais como drogas, violência entre outros.

Nesta visão o grupo vem realizando as seguintes ações:

Capoeira



- Oficinas abertas ministradas por artistas pesquisadores do Grupo de Pesquisa Girarte (atividades de formação e disseminação);
- Teatro: Nos dias 4, 5 e 6 de maio de 2016;
- Método Bertazzo aplicado ao Contato e Improvisação realizado nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2016.
- Corpo e Ritmo: realizado nos dias 8, 9 e 10 de Junho.
- Capoeira Aplicada à Dança nos dias 06, 07 e 08 de julho.
- Dança Contemporânea nos dias 3, 4 e 5 de agosto. 

Atividades diárias do Grupo de Pesquisa Girarte

Comprometido com a capacitação e amadurecimento profissional do Grupo de Pesquisa Girarte (responsável por toda execução de atividades artísticas do projeto), em seus tantos seguimentos criativos, o Projeto Girarte preza por uma equipe sempre preparada para disponibilizar trabalhos de qualidade valorizando a peculiaridade do público alvo beneficiado pelas ações do projeto. Com o mesmo empenho e compromisso, a manutenção do Grupo de Pesquisa Girarte se dá na execução de atividades e estudos diários, montagens de grandes e pequenos espetáculos e workshops de capacitação com profissionais vindos de diferentes cidades. “Recebemos no mês de maio o professor Mário Nascimento, da cidade de Belo Horizonte-MG ministrando os workshops de “Dança Contemporânea” e "Processos Coreográficos" e a PHD em dança Professora Dra. da Universidade Federal de Viçosa Alba Vieira ministrando o workshop de Composição Coreográfica”, disse Marcus Diego.

Um pouco mais sobre o Projeto Girarte

Desde seu início, em julho de 2014, o Projeto Girarte contribui de forma notável para o desenvolvimento artístico, social e cultural, não só da cidade de Cataguases (sede do projeto), como de todas as cidades visitadas e contempladas com as oficinas e atividades do Projeto Girarte. Viabilizou trabalho e renda, para muitos jovens e artistas com formação e experiências oriundas de outros projetos sociais, que através de trabalhos diários de capacitação e pesquisas de diferentes linguagens artísticas, tiveram a competência de oferecer vivências e trabalhos artísticos de qualidade, para milhares de pessoas beneficiadas pelo Projeto Girarte em seu bem sucedido primeiro ano de existência.

Com um sólido histórico ao priorizar a democratização cultural, a promoção social e ao realizar um efetivo diálogo entre comunidades, escolas, arte e educação, o Projeto Girarte buscou no ano de 2015 através da Lei Federal de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet), uma forma de continuar assegurando sua existência ao dar continuidade às atividades do Projeto Girarte e ao potencializar suas ações junto às comunidades beneficiadas. No percurso deste desafio, além da empresa Energisa - grande patrocinadora e parceira do projeto desde seu surgimento -, o projeto conquistou a confiança e patrocínio, através da Lei Rouanet de empresas do Grupo Química Cataguases (Bauminas e Hidroazul), além da CBA. Relevantes empresas unindo forças em prol da arte e educação. 

*Fotos: Projeto Girarte / Divulgação

Um comentário :

  1. Parabéns as empresas patrocinadoras!!!

    É isso que nossa Cataguases precisa!!!

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