domingo, 20 de novembro de 2016

Universitários da Zona da Mata constroem aviões para competição nacional de aerodesign

Dois universitários de Cataguases participaram em equipes diferentes e contaram como foi a experiência

Fotos: Divulgação

Dedicação, empenho, conhecimento teórico e muita determinação. Estes foram os atributos que levaram a equipe Skywards, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a alcançar um dos melhores resultados com o protótipo de avião construído para uma competição nacional de aerodesign. A equipe Microraptor, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também usou a mesma receita de sucesso aliada a inovação, no evento que aconteceu no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo. 

A 18ª edição do SAE Brasil AeroDesign aconteceu entre três e seis de novembro e recebeu mais de 1,3 mil inscritos do Brasil e do exterior. O objetivo principal da competição foi construir uma aeronave controlada por rádio e com capacidade de carregar a maior carga possível.

Túlio Lacerda, aluno do 4° período de engenharia mecânica
na UFV participou da equipe Skywards
A equipe Skywards é formada por 29 integrantes de várias disciplinas e começou a trabalhar no protótipo no início do ano. Desde então, foram vários testes e muito aperfeiçoamento até que a equipe alcançasse o projeto ideal. Para o cataguasense Túlio Lacerda, de 19 anos, que cursa o 4° período de engenharia mecânica na UFV, a experiência foi engrandecedora:

- Ao fim do primeiro semestre tínhamos o projeto pronto, conforme o cronograma. Começamos, então, a trabalhar na construção do avião. Apesar de ser um projeto seguro, muito bem elaborado, o nosso planejamento também previa a elaboração de peças extras, pois temos que estar preparados para contratempos. Nem tudo saiu como o planejado e foi necessário voltar atrás em determinadas escolhas para alcançar a máxima eficiência da aeronave. E, felizmente, conseguimos. Foi um grande aprendizado - destacou o universitário, que pontuou a integração da equipe como fator decisivo para o resultado bem-sucedido.

A experiência em construir um protótipo de avião é impulsionadora para o currículo dos jovens alunos que conseguem alinhar a teoria do ensinamento acadêmico à prática da elaboração de um projeto desafiador e que contribuirá significativamente para o futuro profissional dos universitários. 

- Não é possível adquirir um bom conhecimento prático apenas com as matérias cursadas na universidade. Projetos como este servem para complementar e aprimorar nosso conhecimento na área a qual iremos trabalhar. Certamente, no final da graduação, estaremos muito mais preparados e à frente de outros profissionais para enfrentar o mercado – enfatizou Túlio. 

Maik Lomeu, aluno de
engenharia elétrica (UFJF),
desenvolveu o avião com
a equipe Microraptor.
Já Maik Lomeu, de 21 anos, que também é de Cataguases, aluno de engenharia elétrica, desenvolveu o avião junto com sua equipe, a Microraptor, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O grupo, formado por 21 alunos de várias graduações, elaborou oito protótipos até chegar ao modelo apresentado na competição.

- Participar da competição é uma experiência muito enriquecedora, pois é onde podemos ver o resultado e colher os frutos de um ano de dedicação ao projeto e fabricação da nossa aeronave, além de partilhar ideias e ver o trabalho realizado pelas melhores escolas de engenharia do país e do exterior. Fazer parte de uma equipe de competição insere o universitário aos desafios da vida de um engenheiro, que são desenvolver um projeto eficiente de modo a gerenciar e otimizar gastos, trabalhar em equipe, criar soluções eficientes, realizar cálculos teóricos e avaliar esses dados na prática – enfatizou Maik. 

Mesmo em categorias de equipes diferentes, Túlio participou da competição regular, enquanto a equipe de Maik esteve na micro, ambos concordam também que com mais patrocinadores os projetos podem ser mais audaciosos, com mais planejamento e, consequentemente, com resultados mais satisfatórios para todos os envolvidos: 

- Com mais patrocinadores temos melhores condições de alavancar o projeto. Optando sempre por materiais de maior qualidade, podemos elaborar uma quantidade satisfatória de peças de diferentes especificidades, com isso, escolher o que melhor se adequar ao projeto – pontuou Maik.
Por: Gabriela Hilário

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