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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Agência dos Correios em Cataguases adere a greve por tempo indeterminado

Trabalhadores dos Correios de Cataguases aderiram a paralisação por tempo indeterminado que ocorre em todo Brasil. Esta é a primeira vez que a agência de Cataguases adere ao movimento com 100% de adesão no setor de Triagem e Transbordo e aproximadamente 20% no atendimento.

Os funcionários da empresa reivindicam melhores condições de trabalho, concurso público e são contrários a privatização, demissões em massa, fechamento de agências e o chamado "desmonte fiscal" da empresa, além de culpar o atual presidente, Guilherme Campos. Segundo alguns funcionários, a empresa alega ser deficitária mas investe alto em patrocínios na área esportiva, publicidade e identidade visual, como a troca de logomarca, por exemplo. "Nós queremos ter condições de entregar as correspondências em dia, queremos concurso público que não acontece desde 2011 e também somos contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista e queremos serviço de qualidade e pra isso acontecer e servir a população nós precisamos de contratação imediata e também estamos fazendo a campanha Fora Guilherme Campos que é o presidente da empresa e está sucateando a empresa para privatizar, jogando a população contra a gente", disse um dos funcionários presentes.

Conforme "Carta Aberta a População de Cataguases" distribuída pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Juiz de Fora (SINTECT/JFA), responsável pelo movimento na região, "Os carteiros, OTTs, atendentes, motoristas, motociclistas, enfim todos trabalhadores(as) estão sofrendo hoje o maior massacre profissional jamais vivido nesta empresa. Sobrecarga de trabalho, em decorrência da falta de pessoal, com ausência de concursos, pressão extrema da chefia despreparada para exercer a função e uma estrutura superada", diz o texto.

Em matéria veiculada pela Folha de São Paulo, o presidente da estatal, Guilherme Campos, disse, nesta quarta-feira (26), que a decisão de entrar em greve acaba dando argumentos para os defensores da privatização, segundo ele, se a empresa não se tornar viável, será difícil encontrar outra solução. 

O que o consumidor deve fazer?

Conforme o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), para os consumidores que contrataram os serviços dos Correios e esses não forem prestados na forma contratada, cabe questionamento para eventual ressarcimento ou abatimento do valor pago. Não havendo solução, o contratante deve procurar um órgão de defesa do consumidor, como o Procon. Caso a questão envolva dano moral, é possível levar até ao Poder Judiciário.

Com a greve, as contas podem vencer sem que o consumidor as tenha recebido, ocasionando multas pelo atraso no pagamento. Para não ser surpreendido pelos juros e multas decorrentes disso, o ideal é que o consumidor faça um planejamento do pagamento as contas, observando a época em que elas costumam chegar. Se perceber que o prazo do vencimento está perto e o boleto não chegou, o consumidor deve se antecipar, entrando em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da empresa emissora da conta e solicitar uma outra forma de realizar o pagamento: segunda via do boleto, sem os juros, entregue por e-mail ou fax, depósito bancário ou código de barra para pagamento em caixa eletrônico. Vale lembrar que a emissão de uma nova fatura não pode ser cobrada. 

Se a conta emitida pela empresa chegar junto com a segunda via solicitada, lembre-se de que somente a segunda via deve ser paga, a outra pode ser ignorada. Se o consumidor pagar a conta que já foi cancelada, o pagamento pode não ser repassado para a empresa.

Agora, se o boleto chegou após o vencimento e o consumidor pagou, arcando com os juros, ainda há uma alternativa para recuperar o dinheiro. O consumidor prejudicado deve procurar o Procon de sua cidade e relatar o problema, para que o órgão entre em contato com os Correios e exija a devolução do valor, em casos de atraso na entrega.

Quem quer se precaver contra possíveis greves e demais atrasos na entrega pode optar por formas de pagamento que não envolvam os correios. Algumas alternativas são o débito automático em conta corrente ou o recebimento da fatura por e-mail. Essas opções proporcionam maior controle ao consumidor, já que não dependem da intermediação dos Correios para a entrega.

O Idec recomenda que o consumidor tente efetuar o pagamento por outros meios (caixa eletrônico, internet ou telefone, por exemplo) ou que procure o fornecedor de serviços para viabilizar outra forma de pagamento ou ainda negociar a postergação da data de vencimento da dívida. É importante lembrar que a greve não é uma situação gerada pelo consumidor e nem pelo fornecedor, de modo que não podem ser impostas penalidades em caso de atraso de pagamento. Entretanto, tendo em vista o respeito ao princípio da boa-fé e em um caso excepcional como esse, é recomendável procurar meios para o cumprimento das obrigações.


Caso não seja possível outra forma de pagamento, inclusive após contato com o fornecedor, a dívida não poderá ser cobrada com juros e multa.

Fonte: 

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