sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ex-subsecretário da Receita Municipal de São Paulo e acusado de chefiar a Máfia do ISS é preso com sua esposa em Juiz de Fora

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, realizada hoje (5/5) em Juiz de Fora, denominada "Operação Concórdia", cumpriu 22 Mandados de Busca e Apreensão e prendeu 8 pessoas por crimes diversos, entre eles, o ex-subsecretário da Receita Municipal de São Paulo e  e auditor fiscal, acusado de chefiar a Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) ou Máfia dos Fiscais, Ronilson Bezerra Rodrigues, 54 anos e sua esposa, Cassiana Malhães Alves, 49 anos.


Foto: Reprodução/TV Globo
Ronilson foi condenado, em abril deste ano, a 10 anos de reclusão e 33 dias-multa, em regime inicialmente fechado, entretanto, ele poderia recorrer em liberdade mas como não foi encontrado no endereço indicado foi decretada a prisão. A esposa de Ronilson, também foi acusada pelo Ministério Público, mas foi absolvida pelo juiz. 

No esquema, revelado em 2013, auditores fiscais do município cobravam propina de empresas para reduzir o valor do imposto que deveriam pagar à prefeitura, durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). Segundo o Ministério Público, a fraude envolveu 410 empreendimentos, entre construtoras, shopping centers e até hospitais. Calcula-se que até R$ 500 milhões tenham sido desviados da prefeitura com o esquema criminoso.

A ordem de prisão foi expedida em 28 de abril pelo juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal da Capital Paulista. No despacho, o juiz diz "que mesmo autorizados a se afastarem do distrito da culpa, no endereço indicado afinal não foram localizados". O juiz determinou, então, que eles fossem presos para "garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal".


Durante dois dias, policiais do Decade, o Departamento de Capturas da Polícia Civil de São Paulo, percorreram endereços de Ronilson na capital paulista e na cidade de Cataguases, onde Ronilson estaria vivendo com a mulher. O casal acabou preso em um apartamento no centro de Juiz de Fora.

O ex-subsecretário havia obtido autorização para se mudar para sua cidade natal, sob a condição de continuar comparecendo às audiências que o requisitassem e de responder às cartas precatórias que lhe fossem enviadas.

Ele alegou dificuldades financeiras e disse que os pais de sua mulher passavam por problemas de saúde.

O criminalista Marcio Sayeg, advogado de Rodrigues e Cassiana, afirmou que ainda não teve acesso aos pedidos de prisão, mas que iria ingressar com habeas corpus para ambos.


Ele informou que o ex-subsecretário vinha respondendo a todas as intimações que recebeu, mas que ainda estava buscando os detalhes da prisão.

Operação Concórdia


Na operação que aconteceu hoje em Juiz de Fora, que contou com o efetivo de cerca de 200 policiais, 60 viaturas e uma aeronave, outras 6 pessoas foram presas. Oito pedras de crack, sete buchas de maconha e sacos plásticos utilizados para embalagem e venda das drogas, bem como uma balança de precisão e dois invólucros plásticos utilizados para embalagem e venda das drogas, uma motocicleta, produto de furto, além da quantia de R$ 5.998,00 foram apreendidas.

Na Vila Esperança II, um jovem de 24 anos, sua companheira de 18 e outro jovem de 21 foram presos por tráfico de drogas, uma mulher de 46 anos foi presa por injúria e um homem de 27 anos por desobediência. No bairro Marumbi, um jovem de 21 anos foi preso por homicídio consumado. O rapaz de 24 anos, preso por tráfico de drogas, também é suspeito de homicídio.

A coordenadora da operação, delegada Sheila Oliveira, destacou, durante a coletiva de imprensa que ocorreu às 10 horas desta sexta, que, praticamente todos os alvos foram localizados por meio do 181, com a ajuda da população.


Dra Patricia Ribeiro de Souza Oliveira, delegada regional, destacou sobre a importância das denuncias e da participação da população, já que a operação foi fruto de denuncias. Já o chefe do 4 Departamento de Juiz de Fora, Dr. Carlos Roberto da Silveira Costa, enfatizou que a PCMG e a PMMG não irão dar sossego à criminalidade. Outras ações como essa continuarão a acontecer.

De acordo com o comandante da 4ª Região da Polícia Militar, coronel Alexandre Nocelli, a manobra também visa a potencializar a sensação de segurança na cidade.

Fontes:  4ª DEPPC - Juiz de Fora, 
Agência Brasil, G1 e Extra.com

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