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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Operário comemora 100 anos lembrando que precisa de união para voltar as glórias do passado

O Operário Futebol Clube realizou um evento, neste sábado (16), no salão social do Clube do Remo, como parte das comemorações de 100 anos de existência do Clube em Cataguases. 

Diversas personalidades que passaram pelo Clube, entre ex-diretores, jogadores e profissionais de outras áreas, estiveram presentes e receberam certificado de reconhecimento. O secretário municipal de Esportes, José Vitor Lima, que também já foi presidente do Operário, representou o prefeito Willian Lobo.

Fundado em 9 de novembro de 1917, o "Azulão de Cataguases" conquistou diversas glórias para o futebol da cidade, o que foi lembrado por todos, mas embora a noite festiva, a maioria das falas também apontou para a falta de recursos que a os clubes do interior tem enfrentado e a necessidade de buscar fontes de renda para que os times possam se manter e continuar participando de campeonatos.

O atual presidente, João Batista Casemiro Marques, que jogou 10 anos na Europa, principalmente no futebol Turco,  falou com exclusividade para o Site Mídia Mineira. Segundo ele, Apesar da felicidade dos 100 anos, é triste ver os torcedores e os alunos distanciando do esporte. "A gente está tentando levantar o Operário de todo jeito, é um clube que tem uma história muito grande dentro da cidade e região, então, fico feliz hoje em ver meus companheiros que tive oportunidade de jogar junto, ex-presidentes e espero que essa confraternização de hoje possa nos unir mais pelo Operário e que os próximos anos sejam melhor do que os que já passaram". O presidente também ressaltou que não é apenas o Operário que tem passado por dificuldade, mas o futebol amador em geral. "A gente não tem apoio da cidade, do comércio, dos empresários, então, fica muito difícil. Este ano a gente teve oportunidade de jogar dois campeonatos enquanto há 5, 10 ou 20 anos atrás, jogávamos 5 ou 6 campeonatos durante o ano, por temporada". Segundo ele, é muito caro manter um time de futebol e que hoje, ninguém joga mais por prazer, pois qualquer atleta convidado pergunta primeiramente o quanto vai ganhar, destacando que o futebol amador precisa da união de todos para sobreviver. "A renda que o clube tem vem dos sócios, mas os sócios se afastaram, os patrocínios se afastaram e nosso país também passa por uma crise grande, você vai pedir apoio a cidade mas tá todo mundo reclamando, então é fica difícil, mas eu acho que se todos se ajuntarem e cada um ajudar um pouquinho a gente consegue sustentar o Operário e o futebol no geral", finalizou. 

Após as homenagens os convidados festejaram ao som da Banda "Os Feras".

Veja abaixo fotos do evento:



(Clique na imagem para ampliar)








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