domingo, 21 de janeiro de 2018

Corpos encontrados crivados de balas no Rio Pomba: Vítimas moravam em Mato Grosso do Sul diz delegado

O Delegado Regional de Polícia Civil da 3ª DRPC de Leopoldina, Dr. Carlos Eduardo Santos Rodrigues trouxe novas informações a respeito do duplo homicídio ocorrido em Leopoldina, ocorrido na quinta-feira, 11 de janeiro. 


Dr. Carlos Eduardo Santos Rodrigues,
Delegado Regional de Polícia Civil da 3ª DRPC de
Leopoldina. foto: O vigilante Online.
Os corpos de dois homens foram retirados do rio Pomba, nas proximidades da ponte próxima a Laranjal, na BR-116 e nas imediações de um sítio a menos de 1 Km da rodovia, respectivamente. A Polícia Militar, a Perícia Técnica da Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Os corpos foram encontrados crivados de bala.

Em entrevista concedida ao Jornal O Vigilante Online e à Rádio Jornal, durante o programa Jornal da Cidade, o delegado esclareceu que no final daquela semana foi feito contato com a Delegacia de Mundo Novo, município de Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai, onde residiam as vítimas, de 52 e 42 anos. Carlos Eduardo comentou a respeito da dificuldade para identificação dos corpos, devido ao seu estado de putrefação, porém, informou que foram enviadas para a Delegacia de Leopoldina as imagens das vítimas ainda em vida para serem comparadas com as imagens dos corpos encontrados. 


“A Delegacia do Mato Grosso do Sul providenciou a oitiva dos familiares para que fosse feito o reconhecimento por meio de fotos, mas os familiares também encaminharam para a DP de Leopoldina outras informações sobre as vítimas, por exemplo, de cirurgias feitas pelas vítimas. Esse encaminhamento foi muito importante para que o médico legista pudesse atestar esses óbitos e confirmar que são aquelas pessoas que já haviam sido identificadas. Os corpos estavam em estado avançado de decomposição. Seis ferimentos causados por disparo de arma de fogo em cada um e vários ferimentos causados possivelmente por faca. Isso que se pode constatar na perícia técnica e durante a necropsia”, afirmou o Delegado Regional, acrescentando que a identificação e a liberação de um corpo são feitas de maneira muito cautelosa. 

Segundo o Delegado Regional, a Delegada Dra. Gisela Borges de Matos, que está à frente da Delegacia de Homicídios durante as férias do Delegado Titular, Dr. André Lima, responde pelo caso. “Nós estamos trabalhando no sentido de elucidar a motivação do crime. A linha de investigação que está sendo trabalhada pela Polícia Civil em relação à dinâmica do fato é que as vítimas foram alvejadas pelos disparos de armas de fogo, faleceram em razão dos disparos e os autores, provavelmente mais de um, esfaquearam as vítimas principalmente no abdome para que os corpos não ficassem boiando”, declarou. 

“Estamos trabalhando com a hipótese dessas mortes terem ocorrido dois dias antes do encontro dos cadáveres. Estamos coletando todas as informações possíveis. Ainda não conseguimos traçar uma dinâmica do fato, porque a determinação do local onde ocorreu o crime ainda está em aberto”, disse o Delegado. “Nós temos uma área num raio de aproximadamente 5 a 10 Km para identificar onde foi o local do crime. A partir da sua localização nós conseguiremos fazer um levantamento do local do crime, fazer uma perícia, gotejamento de sangue, onde pode ter sido, encontrar algum projétil ou cápsula, ou então até mesmo a arma do crime, a faca ou a arma utilizada”, concluiu. 


Após a liberação dos corpos para o sepultamento, as famílias providenciaram uma empresa funerária que veio a Leopoldina para levá-los até a cidade de Mundo Novo, onde os sepultamentos aconteceram na quinta-feira (18).

Fonte: O Vigilante Online

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