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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

SMS investiga paciente com sintomas parecidos a Chikungunya ou Febre Amarela no bairro Taquara Preta em Cataguases

A secretaria municipal de Saúde de Cataguases está investigando um possível caso de febre Chikungunya ou de Febre Amarela no bairro Taquara Preta. Nossa reportagem confirmou a informação com o Núcleo de Controle a Endemias nesta segunda-feira (22). Segundo o coordenador do núcleo, Cosme Tadeu Alves da Costa, a suspeita é de Chikungunya mas como os sintomas são parecidos, são realizados testes também para Febre Amarela. O coordenador informou que o paciente viajou recentemente para o Estado do Rio de Janeiro onde pode ter contraído a doença. Segundo ele, mesmo que a suspeita de contágio seja fora do município, o Núcleo já está tomando todas as providências protocolares no bairro, como a realização de bloqueio e combate ao mosquito Aedes aegypti, principal vetor para as duas doenças, além da Dengue e Zika.

Entre os dias 3 a 10 de janeiro o Município realizou o primeiro Levantamento de Índice Amostral - LIA e Levantamento de Índices Rápidos - LIRA, do Aedes aegypti e Aedes Albopictus e o resultado trouxe índices bem acima do que é preconizado pelo Ministério da Saúde que é abaixo de 1%. Segundo os levantamentos, nos distritos a média de infestação de Aedes aegypti ficou em 3,14% e do Aedes albopictus em 3,46%. Em Cataguases, a média de infestação de Aedes aegypti está em 3,33% e do Aedes albopictus em 2,76%. No bairro Taquara Preta, o índice de infestação do Aedes aegypti ficou em 10,64%.

O coordenador ressalta que tem sido realizado periodicamente um trabalho preventivo junto a população não apenas no bairro Taquara Preta, mas em todo o município e que durante o ano passado foram cumpridos 6 ciclos de tratamento no bairro. Segundo ele, em todas as suspeitas tem sido cumprido o protocolo do Ministério da Saúde com trabalhos de bloqueios para evitar qualquer risco de epidemia. Ele também ressalta que não existe motivos para alarmes mas que é muito importante o envolvimento de toda população no combate ao mosquito a fim de impedir a sua proliferação.

Macaco é encontrado morto na Reta da Saudade

O Núcleo de Controle de Endemias recolheu nesta segunda-feira (22) um macaco que foi encontrado morto na Av. Manoel Inácio Peixoto (Reta da Saudade), bairro Industrial em Cataguases.

O corpo do animal foi encaminhado para a secretaria regional de Saúde em Leopoldina que por sua vez deverá encaminhar para Belo Horizonte para análise.

Conforme o coordenador do Núcleo de Controle de Endemias, o trabalho de recolhimento destes macacos mortos é um trabalho de rotina e não significa absolutamente que a doença chegou no município, pois durante todo o ano de 2017, foram encontrados e recolhidos 15 macacos mortos em Cataguases e todos retornaram negativos para Febre Amarela. Este ano foram recolhidos até o momento 3 macacos e a secretaria de saúde ainda aguarda os resultados.

Em Cataguases não foi confirmado nenhum caso de Febre Amarela nos últimos anos e a prevenção, além da vacina, deve focar no combate ao mosquito transmissor. É muito importante o envolvimento de toda população na questão.

Ação semanal contra o Aedes

As ações da campanha 10 Minutos contra Dengue devem ser realizadas apenas uma vez por semana pois o ciclo de vida do vetor - do ovo ao mosquito adulto - leva de 7 a 10 dias. Assim, tratando dos focos de reprodução a cada sete dias já é possível impedir a sua proliferação de maneira segura e sem demandar grandes esforços de cada um. 

Checagem dos focos do Aedes

As ações 10 Minutos contra o Aedes Aedes aegypti se constituem na verificação dos possíveis focos de reprodução do mosquito dentro de casa. No total, os especialistas do IOC chamam atenção para 13 possíveis locais onde o mosquito pode depositar seus ovos e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento do vetor. Todos os locais a ser checados podem acumular água limpa e parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito.

São eles: caixas d'água ou cisternas, calhas, filtros de água, ralos, pneus velhos, bandeja de ar condicionado, bandeja de geladeira, vasos de planta, vaso sanitário, baldes e garrafas, lonas sobre objetos ou toldos, piscinas. 

Escolha um dia da semana, de preferência sábado ou domingo, quando há mais tempo livre, e confira todos esses pontos. Retire a água acumulada de vasos e pneus, vire baldes e garrafas de cabeça para baixo. Limpe calhas e ralos. Na piscina, adicione cloro, o que já é suficiente para evitar a proliferação do mosquito. Tampe as cisternas e estique as lonas para evitar acúmulo de água. 

No mais, estimule parentes e vizinhos a fazerem o mesmo em suas casas e, em caso de terrenos abandonados próximos à sua residência, informe as autoridades de saúde para que agentes comunitários possam visitar o local e eliminar os focos do mosquito ali. 

Repelente e telas


Para além do combate à proliferação do mosquito, também devemos nos prevenir de possíveis picadas. Para isso, passe repelente diariamente e, em áreas de alta incidência do mosquito e das doenças transmitidas por ele, durma sob telas. Essas recomendações devem ser ainda mais estritas entre grávidas.

Com informações de CCM Benchmark Group

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