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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

TSE vai adotar medidas preventivas contra notícias falsas nas eleições

Lembra do jogo da Baleia Azul? Foi um dos assuntos mais comentados no Brasil ao longo de 2017, desde que, no dia 1º de abril, a TV Record exibiu uma reportagem sobre o tema. Tratava-se de um boato que havia circulado dois anos antes na Rússia, mas que teve consequências graves por aqui, como lembrou a coordenadora do coletivo Intervozes, Bia Barbosa.

As notícias falsas, ou fake news, quase sempre se espalham pelas redes sociais, mas algumas vezes são difundidas pela imprensa tradicional.

Agora, um grupo de autoridades e de representantes da sociedade civil, criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), procura evitar que as fake news interfiram no processo eleitoral.

Um Conselho Consultivo, com dez integrantes, vem se reunindo desde dezembro para discutir ações para manter as notícias falsas longe das urnas.

O secretário-geral do conselho, Luciano Fuck, destacou que a atuação do grupo será mais voltada para a prevenção de problemas do que para a punição de pessoas.

O TSE avalia a possibilidade de criar normas específicas para lidar com essas notícias falsas e o lançamento de cartilhas para instruir juízes, candidatos e eleitores.

Outra ferramenta que deve entrar em funcionamento é um site ou aplicativo para receber sugestões e denúncias de fake news.

A jornalista Bia Barbosa destacou que uma das preocupações é sobre quem vai decidir o que é e o que não é fake news, para que todas essas medidas não se transformem em censura.

Os integrantes do Conselho Consultivo do TSE vão, agora, procurar modelos de ação contra as notícias falsas ao redor do mundo. Como o problema é novo, as iniciativas ainda precisam ser aperfeiçoadas.

Fonte: EBC/Agência Brasil

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