quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Esquema de sonegação Fiscal no ramo de papéis é descoberto em Cataguases

Empresas possuíam mais de R$ 1,3 bilhão em dívida ativa


O Jornal Tribuna de Minas, informou nesta quinta-feira (15), sobre um esquema de um grupo de empresas do ramo de fabricação de papéis e derivados utilizado para sonegação fiscal em Cataguases. Segundo o jornal, as empresas possuíam mais de R$ 1,3 bilhão em dívida ativa. O esquema foi desvendado pela Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional de Juiz de Fora (PSFN/JF).


TRF1 - Foto: anajus.org.br
A matéria diz ainda que "as suspeitas de fraude contra a empresa começaram há cinco anos. Após o episódio de rompimento de uma barragem em Cataguases, ocorrido em março de 2003". "O Ministério Público Federal (MPF) iniciou as investigações sobre a responsável pela estrutura, que já possuía, na época, uma dívida ativa com a União. De posse dos relatórios desta investigação, em 2012, a Divisão de Grandes Devedores (Digra) da PSFN-JF observou divergências nas informações repassadas pela empresa. A partir destes dados, o órgão iniciou um trabalho de pesquisa que apontou o esquema de sonegação envolvendo um grupo da cadeia produtiva do ramo de papéis em Cataguases".

Conforme o Tribuna de Minas, foi verificado que quem administrava a empresa investigada pelo MPF era um sócio oculto, proprietário de um grande negócio de embalagens em São Paulo. A investigação comprovou que outras 45 empresas eram mantidas com a finalidade de simular emissão de notas fiscais para reduzir o valor dos impostos.

Com a descoberta do esquema, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, manteve a decisão liminar da Vara da Fazenda de Muriaé que determinou o bloqueio de 60 imóveis e mais de 50 veículos, além de investimentos e contas bancárias de um grupo de empresas com sede em Cataguases.

A principal empresa envolvida, está desativada desde 23 de dezembro de 2015, ocasião em que cerca de 300 postos de trabalho foram fechados no município. Centenas de ações trabalhistas correm no  Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região. A Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional de Juiz de Fora (PSFN/JF) também investiga a veracidade de algumas ações de maior valor para saber se também não constituem fraude em nome de "laranjas" com a finalidade de ganhar na justiça o patrimônio e devolver aos proprietários.

Confira a matéria na íntegra do Jornal Tribuna de Minas clicando aqui.

*Com informações do Jornal Tribuna de Minas
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