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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Documentário sobre Humberto Mauro abre o Festival Ver e Fazer Filmes em Cataguases





Foi aberto oficialmente na noite desta quarta-feira (17), com o documentário “Humberto Mauro”, o Festival Ver e Fazer Filmes. Em sua 6ª edição, o evento traz a Cataguases mostras de filmes infanto-juvenis, fóruns temáticos, workshops e encontro de cineclubes.

À tarde, um encontro que contou com a presença do diretor André Di Mauro, sobrinho-neto e diretor do documentário sobre Humberto Mauro e do historiador mineiro André Martins Borges, responsável por recuperar o último filme do cineasta, "A Noiva da Cidade" apresentou à imprensa detalhes sobre o evento. Também participaram: César Piva, gestor Cultural do Instituto Fábrica do Futuro; Marcos Pimentel, diretor de formação do Polo Audiovisual; Marco Andrade, representando a Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho; Beth Sanna coordenadora de Comunicação do Polo Audiovisual; Willian Lobo, prefeito de Cataguases; Fausto Menta, secretário municipal de Cultura e Turismo e José Vitor, secretário municipal de Esportes.

César Piva falou sobre o evento e
destacou os avanços na área para o
ano que vem
César Piva fez uma explanação sobre os momentos do festival que vai até o dia 26 de outubro. Entre os destaques, a exibição do documentário “Humberto Mauro”, lançado no festival de Veneza em setembro deste ano, exibido pela segunda vez no festival de Brasília e com sua terceira exibição em Cataguases. Outro destaque será a primeira exibição do filme "Correndo Atrás", no sábado (20). Filmado em Muriaé, em 2016, o filme é baseado no livro “Vai na bola, Glanderson”, do humorista Hélio de La Peña com os atores Ailton Graça e Juan Paiva como protagonistas e participação de Juliana Alves. 


Marcos Pimentel é o curador da Mostra
Cine-Escola Animada
O gestor destacou também a participação de aproximadamente 250 estudantes de 12 cidades da região, para a Mostra Juvenil, do Projeto Escola Animada - Rede Cineclube. Os jovens estão hospedados no Colégio Cataguases e participarão diariamente de mostras de filmes para eleger o melhor filme infanto-juvenil. No processo de mobilização dos coletivos de estudantes e professores, foram realizadas 24 oficinas para produção de vinhetas animadas de cada cineclube. Na semana que vem será a vez de 500 crianças das escolas municipais de Cataguases, com apoio da secretaria municipal de Educação, que participarão de duas sessões de filmes por dia também com o objetivo de eleger o melhor filme. "Essa é uma característica do festival que a gente faz todo ano, desde o primeiro ano em 2008, essa ideia de alcançar esse público infanto-juvenil, formar público, formar olhar para esse mundo do audiovisual, especialmente do audiovisual brasileiro", disse César Piva

O ponto alto do festival será a participação de um dos principais nomes do movimento Cinema Novo, o diretor moçambicano, radicado no Brasil, Ruy Guerra, 87 anos, de filmes como "Os Cafajestes" e "Os Fuzis", que será homenageado na quinta (25). A noite também exibirá o filme mais recente do cineasta: "Quase Memória".



Por fim, Piva destacou os fóruns temáticos, arenas e workshops que irão reunir também dezenas de agentes culturais e educadores, realizadores e produtores audiovisuais, gestores de empresas, instituições e universidades, bem como, representantes de órgãos governamentais em âmbito regional, estadual e nacional. O gestor destacou as perspectivas de investimento no audiovisual para o ano que vem já com quatro filmes agendados para produção na cidade e o edital da Ancine que se confirmado poderá injetar mais de R$ 10 milhões em Cataguases e região.


O secretário Municipal de Cultura,
Fausto Menta, pretende implementar
ações culturais permanentes
O secretário de Cultura, Fausto Menta, destacou as ações de sua pasta e disse que tem se preocupado em realizar um trabalho de promoção, regulamentação e continuidade das políticas culturais, a fim de manter os trabalhos iniciados independente do gestor municipal e partido político que estiver à frente do município. Algumas ações pretendias são a criação de legislações específicas para o Turismo e Patrimônio Cultural, a criação da Fundação Municipal de Cultura e efetivação de servidores na área com Plano de Carreira. Segundo o secretário, a população acostumou a ver cultura como a realização do Carnaval apenas e a cultura é muito mais abrangente. "A gente está preparando o terreno para dar resultado daqui a 2, 4, 6, 10, 12 anos. Nos últimos 30 anos, se a gente procurar o que foi feito de políticas públicas na cidade não tem nada que deu continuidade. Nós estamos justamente trabalhando em torno disso, independente de política, de partido ou de quem quer que seja", disse.


O prefeito Willian Lobo destacou os
avanços da cultura em Cataguases
neste ano de 2018.
Conforme o prefeito Willian Lobo, a escolha de um secretariado técnico foi exatamente para implementar visões sistemáticas da área, proporcionando a execução de projetos através de uma rede integrada, envolvendo as secretarias de Cultura, Meio Ambiente, Serviços Urbanos, Educação entre outras. O gestor destacou também a grande conquista para cultura cataguasense que foi a compra do cinema, que funcionará com diversos eventos culturais, sociais e educacionais como mostra de filmes, peças teatrais, formaturas etc, além da destinação da antiga Delegacia para um Centro Cultural. Outro ponto ressaltado por Willian foi a necessidade de administração competente em época de crise. Segundo ele, hoje o governo do Estado deve a Cataguases cerca de R$ 16,8 milhões. "Nós esperávamos cerca de R$ 952 mil esta semana e veio apenas R$ 428 mil", frisou o prefeito que também evidenciou a importância da cultura na vida dos Cataguasenses. "Cataguases tem hoje o mesmo efetivo policial de 30 anos atrás mas a cidade não ficou mais violenta e a cultura tem a ver com isso", disse.


André Di Mauro falou sobre o filme
Humberto Mauro.
O diretor carioca André Di Mauro, disse para o Site Mídia Mineira que o filme sobre seu tio-avô Humberto Mauro, é uma homenagem e um tributo ao cineasta e que para produção foram selecionados 70 filmes entre os mais de 300 filmes produzidos por ele. "A nossa ideia foi contar a vida de Humberto Mauro através da obra dele, então, durante o filme você tem uma longa entrevista dele realizada no Museu da Imagem e do Som nos anos 60 onde ele vem contando a história de sua vida e a sua história dentro do cinema. A nossa ideia também foi trazer para o foco a obra de Humberto Mauro para uma geração que não conhece e que não viu. Então, quando você assiste ao filme-documentário, você conhece não só a vida do Humberto através dos filmes mas também tem acesso a esses filmes. A gente criou uma narrativa sensorial, mais do que uma narrativa propriamente lógica e uma dramaturgia nova, é um novo filme feito com os filmes dele", completou.


Marco Andrade representou a presidente
da Fundação Cultural Ormeo Junqueira
Botelho, Mônica Botelho.
Na abertura, Marco Andrade representou Mônica Botelho, presidente da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho que . Ele destacou o empreendedorismo de Mônica Botelho na área e lembrou a pessoa de Humberto Mauro que levou o nome do país para fora do Brasil com dignidade sem perder sua essência. "Parabéns a todos vocês que estão aqui hoje, aproveitem essa oportunidade, falem o que vocês tiverem que falar com propriedade, escutem principalmente o que as pessoas tem pra dizer por que diálogo é isso, é você falar e o outro te ouvir, é você ouvir o que o outro tem pra dizer. A gente vê na Camisa, 'Veja Filme, Faça Filme' e fazer filme é contar uma história". 

O festival termina no dia 26, com a etapa "Fazer Filmes", onde acontecerá a primeira exibição e premiação dos curtas-metragens produzidos por realizadores locais no âmbito do 3º Edital Usina Criativa de Cinema. Em fevereiro de 2018, após chamada pública em 65 cidades da região do Polo Audiovisual da Zona da Mata, uma comissão de jurados formada por profissionais do setor, selecionou 4 projetos de realizadores audiovisuais locais para produção de 4 curtas-metragens. Um quinto filme foi realizado por um diretor convidado da capital mineira. Ao longo dos últimos seis meses, cada projeto recebeu $30 mil reais para sua produção, além de suporte e apoio de 10 consultorias especializadas em diversas áreas. Nessa etapa, o Festival mobilizou cerca de 300 profissionais locais, em diversas áreas da produção audiovisual, cumprindo assim sua missão de fortalecer empreendedores criativos, moradores da região, na viabilização de seus primeiros e ou próprios filmes.

O Festival Ver e Fazer Filmes é uma realização do Instituto Fábrica do Futuro, Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, com o patrocínio da Energisa através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais. O evento conta também com a parceria das Superintendências Regionais de Ensino (SRE) de Leopoldina, Muriaé, Ubá e Juiz de Fora da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, do Instituto Cidade de Cataguases, das Secretarias Municipais de Cultura e Educação de Cataguases, Instituto Federal – IF Sudeste, Cia Brasileira de Alumínio e Sebrae.

A maioria das atividades do Festival Ver e Fazer Filmes são gratuitas e abertas ao público, com ingressos retirados no Centro Cultural Humberto Mauro uma hora antes de cada evento. Apenas a mostra Usina Criativa de Cinema, no dia 26 de outubro, será reservada aos convidados das equipes dos curtas produzidas no âmbito do edital.

Fonte: Mídia Mineira com informações da
Assessoria de Comunicação do Polo Audiovisual

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