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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Juiz Sérgio Moro aceita convite de Bolsonaro e será Ministro da Justiça e Segurança Pública

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou nesta quinta-feira (1º/11), o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para comandar o Ministério da Justiça.

Moro chegou às 9h à casa do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro e saiu pouco antes das 11 horas. Na saída ele ensaiou uma entrevista coletiva mas não conseguiu devido a grande aglomeração no local. Posteriormente o juiz confirmou o aceite através de Nota à imprensa onde se disse "honrado" mas com "certo pesar" pois terá de "abandonar 22 anos de magistratura" (leia abaixo na íntegra).

Conhecido por sua atuação no julgamento de processos referentes à Operação Lava Jato, o juiz ainda é cotado para assumir uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode ocorrer em 2020 quando o Ministro Celso de Melo. 

A previsão é que o Ministério da Justiça, seja transformado em um superministério para combater a violência e a corrupção, reunindo Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Para especialistas que acompanham o processo político, ocupar o Ministério da Justiça representa uma espécie de rito de passagem para, futuramente, ser nomeado para o Supremo. Para ocupar a pasta, Moro deverá pedir exoneração de seu cargo de juiz federal.

Ele deve retornar ainda hoje a Curitiba.

Pelo Twitter, Bolsonaro falou sobre a decisão frisando que a agenda de Moro anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o norte de seu governo.

Confira a Nota divulgada por Moro
"Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justica e da Seguranca Publica na proxima gestao. Apos reuniao pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei honrado o convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupcao e anticrime organizado, com respeito a Constituicao, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisao. Na pratica, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupcao dos ultimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operacao Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juizes locais. De todo modo, para evitar controversias desnecessarias, devo desde logo afastar-me de novas audiencias. Na proxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.


Curitiba, 01 de novembro de 2018."


Com informações do EBC

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