domingo, 16 de dezembro de 2018

Mesmo em crise prefeitura de Cataguases deverá terminar o ano com folha de pagamento em dia

A prefeitura de Cataguases está em dia com 95% de seus servidores, faltando pagar apenas secretários, prefeito, vice-prefeito e médicos, afirmou o prefeito Willian Lobo para reportagem do site Mídia Mineira neste sábado (16).

Conforme informado pelo secretário de Fazenda, Mauro Fachini Gomes, até a quinta-feira (13), cerca de R$ 3,9 milhões foram injetados na economia da cidade através do pagamento da segunda parcela do 13º salário que foi liberada para todos os servidores na segunda-feira (10), que representa 1,5 milhão e do pagamento dos vencimentos dos servidores que recebem até R$ R$ 2.842,00 líquidos, na quinta-feira (13), representando outros 2,4 milhões. Na sexta-feira foi a vez dos servidores que recebem até R$ 3.190,00 líquidos receberem. A expectativa é que todo o restante do funcionalismo receba até a próxima quinta-feira (20).


Emergência Financeira

Já foi anunciado por diversas vezes pelo prefeito Willian Lobo, que uma de suas prioridades, desde que assumiu o Executivo, é o compromisso com os servidores da Prefeitura de Cataguases. Mesmo com a crise financeira que se instalou no Estado desde dezembro do ano passado, com a decisão do governador Pimentel de reter os recursos, os quais as prefeituras tem direitos garantidos por lei, como ICMS, IPVA, FUNDEB, Piso Mineiro de Assistência Social, repasses da Saúde, entre outros, o prefeito vinha pagando em dia, até que no dia 5 de novembro deste ano, quando o Município não mais suportou, o prefeito se viu obrigado a se juntar a outras prefeituras e decretar situação de Emergência Financeira em Cataguases.

A atitude do governo que se despede no dia 31 de dezembro, fez com que mais de 250 prefeituras de Minas Gerais tivessem que lançar mão do mesmo decreto de Cataguases e tomar medidas extremas de economia. Boa parte destas prefeituras não conseguirão honrar com os pagamentos em dezembro.

Conforme o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), 1º vice-presidente da CNM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, disse em reunião na ALMG neste ano, a "irresponsabilidade do Estado afeta o cidadão na ponta da linha" e os municípios deixam de oferecer serviços necessários para o cidadão. Na mesma reunião, o prefeito de Andradas e diretor da AMM região Sul, Rodrigo Lopes (MDB), resumiu a situação: "Quando o Governo nega um repasse e se apropria dos recursos dos municípios, ele está negando saúde para a população, negando uma condição melhor para as nossas cidades".

Pela lei, 25% do ICMS arrecadado pelo Estado e 50% do IPVA referente à frota de veículos dos municípios devem ir para as prefeituras (Portal AMM).

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