sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CODEC discute serviço da COPASA em Cataguases



O Conselho de Desenvolvimento de Cataguases – CODEC realizou na noite desta quinta-feira (21), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Energia Elétrica de Cataguases, uma reunião para tratar do assunto COPASA no Município. Foram convidados os vereadores Maria Ângela Girardi (PROS), Hercyl Neto (PROS) e o advogado Rafael Vilela Andrade que recentemente trabalharam em uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), sobre a empresa de tratamento de água e saneamento.

Também participaram da reunião o secretário municipal de Desenvolvimento e Gestão Institucional, Anísio Araújo Silva que também é secretário administrativo do conselho; o Secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, José Emilton Silva e o promotor de justiça, Dr. Gustavo Garcia Araújo, que também integra uma das Câmaras Técnicas, além de empresários e lideranças locais. Representantes da COPASA também foram convidados, mas eles não compareceram.

Os vereadores Hercyl e Maria Ângela e o advogado Rafael Vilela, exibiram o relatório final da CEI para os membros do CODEC e demonstraram a conclusão pela má qualidade dos serviços da COPASA tanto no tratamento da água quanto do projeto de tratamento do esgoto. Conforme o relatório, vários reservatórios da empresa ficam sem funcionários, com vazamentos, sem telas de proteção para impedir a entrada de insetos e ratos. Crianças chegam a tomar banho em reservatórios que são insuficientes para atender a demanda do município pois 8 reservatórios previstos para ser construídos até o momento não o foram, motivo pelo qual falta água em vários bairros da cidade. 

Com relação ao tratamento do esgoto, a CEI demonstrou que caso o projeto, que já se encontra com atraso de 5 anos, seja concluído, apenas 60% do esgoto serão tratados. Existem interceptoras que não foram ligadas nas elevatórias e o esgoto é devolvido para o rio sem tratamento, explicou a doutora Maria Ângela. 

O promotor Dr. Gustavo Araújo, explicou que embora o Município seja o responsável direto, caso queira rescindir o contrato, precisará colocar imediatamente outra empresa para cuidar do tratamento da água e do esgoto e que não existe interesse do Governo de Minas, que passa por uma crise sem precedentes, qualquer prejuízo para a empresa como multas ou rescisões, tornando ainda mais difícil a negociação. Ele propôs a criação de uma comissão, composta pelo Executivo, Legislativo, empresários e lideranças para ir a Belo Horizonte conversar com a direção da COPASA juntamente com a ARSAE, agência reguladora. 

Embora a sugestão dos vereadores seja uma decisão administrativa por parte do gestor municipal, outra proposta está sendo discutida com o Executivo, que é a realização de nova licitação para tratamento de água e de saneamento, onde a própria COPASA poderia participar, mas com outras regras. A empresa vencedora também ficaria responsável pelo pagamento das multas caso ocorra, explicou o vereador Hercyl.


Com base no que foi exposto, o CODEC pretende propor uma pauta de ações para ajudar ao Executivo a tomar decisões, ressaltou o presidente Humberto Lanzieri.


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