sexta-feira, 8 de março de 2019

Informação falsa induz população de que haveria votação na Câmara de Cataguases para cassação do prefeito

Uma notícia falsa divulgada nas redes sociais de que poderia acontecer uma votação para possível cassação do prefeito Willian Lobo, fez com que alguns populares, contrários e a favor ao prefeito, fossem até a Câmara Municipal para acompanhar a sessão ordinária, que por conta do feriado de Carnaval, foi transferida para a noite desta quinta-feira (7). O que se viu, no entanto, foi o anúncio de que a reunião para leitura do relatório que julgará procedente ou não a denúncia de irregularidades na contratação da empresa INNOVAR Consultoria em Medicina, Segurança do Trabalho e Serviços Ltda, acontecerá no dia 15 deste mês. No mesmo dia deverá acontecer o julgamento do caso com ampla defesa para o prefeito e posterior votação dos vereadores. Conforme apurado pelo Site Mídia Mineira, para que a cassação aconteça, além do relatorio do vereador Hercyl Neto, ter de considerar procedente a denúncia, 10 vereadores precisariam votar favoráveis ao relatório o que torna muito difícil um desdobramento deste tipo, uma vez que o prefeito conta hoje com 6 a 8 vereadores que poderão votar a seu favor. Nos bastidores, vereadores do lado do prefeito, veem a leitura do relatório e a forma como está sendo divulgada nas redes sociais como uma manobra da oposição para manipular a opinião pública visando as eleições do ano que vem, uma vez que a cassação é algo improvável e o caso já está sendo julgado pelo Ministério Público. 

No final da reunião, o vereador Gilmar Cajica disse em entrevista que embora divulgado nas redes sociais, nada havia sido marcado pelo presidente e nem por ele que é o presidente da Comissão Processante. O vereador faz coro com outros vereadores de que a votação deveria acontecer em outra sessão e não na sessão do dia 15, quando será lido o relatório. Ele também não concorda com a convocação de suplente para substituir Ricardo Dias. 

Comissão Processante 

A Comissão Processante foi resultado de uma Comissão Especial de inquérito (CEI), proposta pelo atual presidente do Legislativo, Ricardo Dias, a qual concluiu que os preços praticados pela empresa Innovar, ficaram acima dos praticados em Cataguases. Em sua defesa, o Executivo ressaltou que os preços praticados não se referem apenas a exames, como foi levantado pela comissão, mas estão embutidos consulta médica, exame e avaliação de profissional médico. 

Por ter feito a denúncia o vereador Ricardo Dias ficará impedido de votar. Neste caso, estuda-se dois cenários: uma votação com apenas 14 vereadores onde 10 precisariam votar favoráveis ao relatório ou a convocação do ex-vereador Geraldo Majela que é suplente de Ricardo Dias para que ele vote. 

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