quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Coordenação de Epidemiologia de Cataguases alerta sobre casos de Esporotricose no município

A micose é transmitida por fungo a animais e humanos, podendo evoluir para a forma grave, mas tem tratamento e cura

Foto: portalt5.com.br
A Secretaria Municipal de Saúde de Cataguases através de sua Coordenação de Epidemiologia emitiu comunicado à imprensa, nesta quarta-feira (11), sobre casos de Esporotricose que aconteceram no município neste mês.

A esporotricose é uma micose provocada por fungos patogênicos do gênero Sporothrix schenckii, que afeta animais e humanos. Conhecida antigamente como “doença dos jardineiros”, a esporotricose é uma micose subcutânea, que se aproveita principalmente de feridas abertas e de corpos estranhos penetrantes, como espinhos, para entrar no organismo. Depois da contaminação, a esporotricose causa lesões que vão progressivamente atingindo a epiderme, a derme, os músculos e até os ossos, no caso dos gatos, sendo mais branda em cães e seres humanos.

Conforme a coordenadora de Epidemiologia, Tairises da Silva Roque, houve duas notificações recentes da doença em Cataguases e por este motivo, ações de prevenção estão sendo tomadas. As pessoas que apresentaram os sintomas foram medicadas e passam bem, ressalta.

Conforme o comunicado, há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais pode ser feito nas clínicas veterinárias. Embora a esporotricose já tenha sido relacionada a arranhaduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos.

Nos gatos, as manifestações clínicas são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. Nos seres humanos o contagio ocorre geralmente por arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados. Mas, vale destacar: isso não significa que os animais doentes não devam ser tratados, pelo contrário. A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem cuidadosa das mãos.

É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento, por isso é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa.

Nas pessoas a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de "carocinhos" ou feridas. O ideal é procurar um serviço de saúde. Em Cataguases, todas as ESF já estão sensibilizadas quanto ao diagnóstico e tratamento da esporotricose.

O tratamento recomendado, na maioria dos casos, em humanos ou animais, é o antifúngico, que deve ser receitado por médico ou veterinário. O remédio é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no caso de humanos.

As ações de prevenção e controle estão relacionadas primordialmente ao cuidado individual humano e cuidado com o animal e ambiente. Dentre as orientações estão: 

  • Procurar os serviços de saúde aos primeiros sinais da doença;
  • A higiene do ambiente doméstico com água sanitária é muito importante;
  • Manter o animal contaminado longe dos outros animais de estimação;
  • Sempre usar luva ao manipular o animal;
  • Lavar bem as mãos;

Lembre-se: Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença. Caso suspeite que seu animal de estimação está com esporotricose, procure um médico veterinário para receber orientações sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.

Com informações da Coordenadoria de Epidemiologia de Cataguases e
Blog Petz

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